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9 de julho de 2005

Filme – Guerra dos mundos

Conversa entre amigos:
Pergunta: - Bruno, quais são seus cinco diretores de cinema preferidos?
Resposta: - Humm .... David Lynch, Quentin Tarantino, Tim Burton, Woody Allen e Pedro Almodóvar.
Bom, como podem ver nada de Spielberg certo? Mas eu explico.
Não vou desmerecer o trabalho do diretor, pois é inquestionável o talento de Steven que comoveu platéias ao redor do globo através de filmes como E.T., A Cor Púrpura, a trilogia de Indiana Jones (que periga ganhar mais aventura nas telas), entre tantos outros.
Entretanto, o trabalho do diretor nunca me convenceu. Sempre sai do cinema com aquela sensação: "Está faltando alguma coisa". Exemplo disso foi Minority Report, pois quem já teve o prazer da leitura do conto de Phillip Dick, que deu origem ao filme, sabe que Spielberg poderia desenvolver de melhor forma a adaptação para o cinema.
Apesar destes pesares, não deixei de conferir Guerra dos Mundos, projeto antigo do diretor que chegou as telas na semana passada. Baseado no livro de H.G. Wells, a película retrata uma invasão alienígena cujo intuito é extermínio da raça humana. Para retratar este "acontecimento", Spielberg utilizou (e abusou), do que é sem sobra de dúvida, sua maior especialidade: os efeitos visuais (habilidade esta que só pode ser equiparada ao seu grande amigo, o também diretor George Lucas daquele filme...) onde máquinas de destruição gigantes, explosões e afins, ganham vida na tela.
O único porém fica em relação ao furor patriótico, pois de forma bem diferente da apresentada no livro, quem salva o mundo é um cidadão americano (no caso Tom Cruise, em mais uma atuação insossa). E falando em atuação, quem se destaca é a cada vez melhor Dakota Fanning, garota prodígio que rouba a cena de forma sublime.
Colocando frente a frente com trabalhos anteriores Guerra dos Mundos é deveras muito superior aos medianos O Terminal e Prenda – me se for capaz, mas fica distante de O Resgate do Soldado Ryan seu último grande trabalho.

2 de julho de 2005

Filme – 9 canções


Um desperdício de boas idéias". Um filme "sem conteúdo". Estas são algumas frases preferidas sobre 9 canções, filme de Michael Winterbotton (diretor de A Festa Nunca Termina). Em minha modesta opinião o filme realmente peca por não possuir um roteiro primoroso, mas não é todo ruim.
A história se baseia em um curto período na vida jovem inglês Matt (que durante a história esta à trabalho na Antártida) quando conhece a também jovem Lisa no show do grupo Black Rebel Motorcycle Club . Bom, a partir daí é que "bicho pega", pois o filme alterna basicamente cenas tórridas de sexo explícito do casal com as apresentações belíssimas de bandas como Primal Scream, Franz Ferdinand, Elbow. Até ai, a meu ver, tudo bem. O que realmente não dá para compreender é o fato de que grande parte dos críticos ignoram o fato de que a película se baseia em memórias do personagem, daí realmente não é possível estabelecer um "sentido" para tudo o que se presencia (fato que acontece em inúmeros filmes) durante a pouco mais de uma hora de duração de sua duração.
Para não me alongar, 9 canções realmente não é um filme obrigatório, mas serve como passatempo para outros filmes de relevância que estão por vir.

25 de junho de 2005

Filme – Batman Begins


Antes de mais de qualquer coisa, devo confessar: sou fã incondicional do homem morcego. Tão admirador que desde a minha velha infância tudo o que envolvia este enigmático ser (seja revistas em quadrinhos, seriados televisivos, desenhos animados, etc.) me fascinava.
Mas este quadro começou a apresentar mudanças a partir de meados dos anos 90 quando a industria hollywoodiana aproveitou – se da popularidade do personagem para realizar adaptações pífias que renderam alguns milhões para seu respectivo caixa e uma enorme falta de prestígio com os fãs.
Quando soube de mais adaptação estava a caminho meu coração quase parou, pois não iria suportar mais um baque como ocorreram nos quatro filmes anteriores a este Batman Begins. Mesmo sabendo que a direção ficaria a cargo de Christopher Nolan (do perfeito Amnésia) e que contaria com um elenco de estrelas formado por atores do quilate de Morgan Freeman, Liam Neeson, Michael Caine, Katie Holmes, Gary Oldman, Christian Bale e Rutger Hauer fiquei com bastante receio, mas preferi me arriscar e não me arrependi.
Diferente dos anteriores, Batman Begins vai nas profundezas de Bruce Wayne, demonstrando de forma precisa a origem do milionário como também seus temores (como o assassinato dos pais), seu treinamento até a decisão de salvar a cidade de Gothan City com suas próprias mãos do crime organizado. E é justamente esta seqüência de fatos (que passaram desapercebidas nas outras adaptações) que são os verdadeiros trunfos desta nova versão que de tão nova deixa no filme margem para um novo começo já que novamente o vilão Coringa dará as caras. Um filme realmente antológico.

22 de junho de 2005

I’m back.

Após um hiato de três semanas (que foram bastante conturbadas vide problemas com trabalho, relacionamento e faculdade) estou de volta, relatando o que foi trilha por estes dias. Surpreendentemente as mesmas ilustram, e bem, o que foi este período:
Nine Inch Nails - With Teeth: Trent Reznor está de volta e pop. Sim, pop! Basta uma pequena audição With Teeth , quarto álbum do grupo, para comprovar as mudanças sonoras que vieram em boa hora, pois o disco desde seu lançamento figura na primeiras posições na parada da Billboard, fato este que não ocorria desde o álbum The Fragile (1999). Já nas letras Reznor comprova que ainda sabe demonstrar as agruras do mundo seja no âmbito político ( "The Hands that Feeds") seja quesito existencialista ("Do You Know What You Are?") onde apresentada sua veia Noan Chomsky (escritor, filosofo e sociólogo norte americano). A cereja do bolo fica por conta da participação, mais do que especial, de Dave Ghrohl que literalmente esmurra a bateria em grande parte das 14 canções presentes no álbum.
Wilco – Summerteeth: Lembro – me certa vez de ler no site Yer Blues (www.yerblues.com.br) uma resenha sobre este disco, escrita por Jonas Lopes, que falava das maravilhas cometidas por Jeff Tweedy e cia. limitada neste álbum. Na época não dei a devida atenção por que minha fase Wilco já havia passado, via Being There, e se me engano, Yankee Hotel Foxtrot ainda não havia sido lançado. Mas, por coincidência do destino, ou não, o disco aparece em minhas mão em momento bastante oportuno: o fim (ou interlúdio) de meu relacionamento. Coincidência esta porque a temática de Summerteeth é, quase em sua totalidade, baseada neste período complicado na vida dor ser humano. Entretanto, Jeff trata este momento de forma totalmente diferente, pois o álbum possui um frescor pop nunca encontrado nos álbuns anteriores do grupo. Ecos de Beach Boys, Beatles e até Built to Spill não percebidos durante a audição desta obra – prima que teima em não deixar meu cd – player.
Oasis – Don’t Belive the Truth: a volta por cima dos ingleses. Após o lançamento de três álbuns regulares, o Oasis reencontrou o seu caminho. Em Don’t Belive the Truth, o grupo retorna a sonoridade que o consagrou (um rock n’ roll simples, cru e como dizem por aí "burro"), fato que não acontecia a um bom tempo. Para comprovar esta nova fase, as composições não estão mais centradas nas mãos de Noel (que está cada vez melhor), pois Liam, Andy e Gem também comparecem com composições próprias. A entrada do baterista Zak Starkey (filho de Ringo Star) também é destaque já que é incrível a semelhança no modo preciso de tocar o instrumento. Tal o pai, tal o filho.

27 de maio de 2005

De volta e em forma.

Após uma sequência errônea de filmes (leia se: O Escorpião de Jade, Dirigindo no Escuro e Igual a Tudo na Vida) , Woody Allen está de volta a velha forma graças a seu mais "novo filme" (quer dizer, nem tão novo assim já que a exibição no resto do globo fora realizada no ano passado e só agora será exibido no Brasil), o perfeito Melinda e Melinda.
A película retrata a história de quatro nova-iorquinos que se encontram incilamente para jantar em uma noite chuvosa. Uma história contada durante o jantar dá início a uma discusão entre Max (Larry Pine) e Sy (Wallace Shaw), dois escritores, que passam a discutir a dualidade do drama humano através das máscaras da tragédia e da comédia. Os dois escritores passam então a desenvolver duas histórias, uma cômica e outra trágica, protagonizadas por uma mulher chamada Melinda (interpretada de forma magistral por Radha Mitchell).
Um roteiro primoroso, com personagens sensacionais (como só Allen poderia idealizar) e um elenco de primeira contando com performances de Amanda Peet, Chloë Sevigny e Will Farrel (em papel hilário) são os destaques desta obra - prima de Allen que vem a tona para nos demonstrar que às vezes a vida pode ser tanto trágica quanto hilária já que estes elementos, inicialmente dispares, tem muito em comum e podem, e devem, caminhar lado a lado. Portanto, aproveite a vida ao máximo.

15 de maio de 2005

Semana corrida.

Sem tempo para dedicar - me a outras atividades (leia - se cinema e literatura) esta foi minha trilha sonora desta semana que passou:
Queens of the Stone Age - Lullabyes To Paralyse: Não tem jeito. Apesar de dividir opinões, Lullabyes To Paralyse é um discão, que de forma incrível, consegue manter o nível dos três excelentes álbuns anteriores. Recheado de ótimas canções, guitarras ensurdecedoras e os ótimos refrões, o álbum comprova o por que de muitas milhares pessoas ao redor do globo endeusam Josh Homme.
Doves - Lost Souls: Pelo jeito a fase Doves veio e se estabeleuceu. Semana passada foi a vez do ótimo Some Cities. Para esta, o meu guru (leia - se Marcos "Seu Muniz") me presentou com uma cópia do aclamado disco de estréia. De uma forma geral , Lost Souls se difere um pouco dos discos subsequentes do grupo (talvez por sua densidade), mas isto não retira a beleza deste comovente álbum.
Bob Dylan - Highway 61 Revisited: Em comemoração ao lançamento de Crônicas - Vol.1 (livro auto biográfico do mestre) em terras brasileiras, regastei um maiores (se não o maior) clássico do cantor. Em Highway 61 Revisited, Dylan comete a audácia de escrever algumas das canções mais influentes / perfeitas da história da música. "The Ballad of Thin Man", "Like Rolling Stone", "Desolation Row" são alguns exemplos das pérolas encontradas neste álbum.

8 de maio de 2005

Top 3 - Discos que não sairam do meu cd - player nesta semana.

Beck - Guero: Após produzir seu Blood On the Tracks (clássico melancolico do cantor Bob Dylan), Beck resolveu lançar uma "coletânea". Mas calma lá! Não se trata de uma compilação de hits e sim de sonoridades. Em Guero, Beck conseguiu o que parecia impossível: sintetizar toda sua versatilidade produzida em discos anteriores num único álbum. O resultado, como não poderia deixar de ser, é maravilhoso. O melhor disco da safra 2005 na minha modesta opinião.
Doves - Some Cities: O aguardado sucessor do belíssimo The Last Broadcast também não decepciona. Em Some Cities, o grupo demonstra que andou ouvindo muito U2 e Manic Street Preachers, pois concilia de forma sublime letras com "algo a dizer" junto a melodias cativantes. Ouça a faixa "Black and White Town" e comprove.
Ryan Adams - Rock n' Roll: Enquanto o disco novo do cantor (junto ao grupo The Cardinals) não vem à tona o jeito é ouvir seu último e subestimado álbum. Subestimado pelo razão de ser execrado por uma boa parte da impressa. Tudo bem, é verdade que dentre os álbuns anteriores Rock n' Roll é o mais "fraco", mas não considerar o potencial de canções como "This is it", "So Alive" e a belíssima faixa título, por exemplo, é burrice. E 2005 promete, pois Adams prometeu para ainda neste ano o lançamento de mais 2 álbuns. Vamos aguardar.