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14 de julho de 2005

2005: Um ano, até agora, especial para a música.

Lembro – me, "como se fosse ontem", das projeções que realizei em primeiro post neste blog sobre o que se poderia esperar sobre este ano no quesito musical. Como previ, até agora, 2005 tem sido um ano bastante inspirador para a ala do rock. Vejam só mais alguns exemplos:
Foo Fighters - In Your Honor: O grupo liderado por Dave Ghrol é realmente excepcional. Somados a este último álbum, o perfeito, duplo e audacioso intitulado In Your Honor, são cinco álbuns acima da média em 11 anos de bons serviços prestados ao rock n’ roll.
White Stripes – Get Behind Me Satan: Jack White é como dizem por aí "o cara", pois sua veia criativa é de fato impressionante. Basta apenas uma audição de Get Behind Me Satan para comprovar o fato. Sem grandes pretensões, Jack (já que Meg é "café com leite") cometeu o que podemos chamar, salvo suas devidas proporções, de seu Exile On Main Street (clássicos dos Rolling Stones lançado 1972) versão 2005.
Lobão – Canções Dentro Da Noite Escura: Muita expectativa se criou ao redor do "velho lobo" quando surgiram notícias de que o mesmo estava prestes a lançar um novo disco, o sucessor do aclamado A vida é Doce, de 2001. Mas a espera de quatro anos valeu a pena, pois Canções Dentro Da Noite Escura é de longe o melhor trabalho do cantor.
The Mars Volta – Frances the Mute: Após passagem destruidora em solo brasileiro no ano passado, o grupo liderado por Omar Rodrigues e Cedric regressou aos EUA e deu continuidade as gravações do álbum sucessor a De – Loused in Comatorium. Lançado em março, Frances the Mute não apresenta tantas mudanças ao disco anterior, mas ainda sim mantém a média e a sonoridade peculiar (uma verdadeira salada sonora) . Ouça no talo e comprove.
Pato Fu – Toda Cura Para Todo Mal: Para comprovar que safra nacional também na fica para atrás, os mineiros do Pato Fu também fizeram um discão. "Maduro", recheado de "melodias chicletudas" e bastante "diversificado" são apenas alguns dos adjetivos proferidos em criticas por ai sobre o álbum. Eu assino embaixo.
Bruce Springsteen – Devils and Dust: Mais um clássico do "chefão". Gravado sem sua E – Street Band, Devils and Dust é um disco melancólico, basicamente acústico e, por isso mesmo, comovente, pois relembra outros grandes momentos da longa carreira do cantor como o também clássico Nebraska e o subestimado The Ghost of Tom Joad.

Filme – Quarteto Fantástico


Quem acompanha o universo cinematográfico tem percebido ultimamente que de uns anos para cá que a chamada "bola da vez", são as adaptações das histórias em quadrinhos para as telas, certo?. Mas como tudo na vida, algumas coisas dão certo, enquanto outras...
O último Batman (Begins) e as duas seqüências de Spider Man são dignas de aplauso, pois respeitam bem a trajetória de seus respectivos personagens.
Entretanto, outras como Elektra e Hulk acabaram por fim não alcançando o resultado esperado (em todos os sentidos) e acabam por fim envergonhando não só quem participou da película como também fãs e criadores (ou criador) dos heróis. Mas independente disto, hollywood não para e já escolheu seu próximo alvo: O Quarteto Fantástico que estreou semanas atrás no Brasil e já figura em primeiro lugar nas bilheterias.
O filme em sua totalidade apesar de apresentar algumas falhas como alguns "buracos" no roteiro e um elenco de atores novatos (ou no caso, pífios), não chegar a ser de todo ruim, pois quem não conhece a fundo a história dos personagens não fica a ver navios já que o inicio foi, como posso dizer, toleravelmente adaptado. Talvez se responsáveis pela adaptação não tivessem optado pelo também novato diretor Tim Story ( do "excelente" Taxi) a história seria outra, mas agora não adianta chorar pelo leite derramado.
Mas que fique a lição para as próximas adaptações que estão por vir como as de O Motoqueiro Fantasma, Capitão América e A Mulher Maravilha, pois se faz necessário respeito a obra de criadores como Stan Lee (da Marvel Comics) e seus respectivos admiradores (que não são poucos) ao redor do globo.

9 de julho de 2005

Filme – Guerra dos mundos

Conversa entre amigos:
Pergunta: - Bruno, quais são seus cinco diretores de cinema preferidos?
Resposta: - Humm .... David Lynch, Quentin Tarantino, Tim Burton, Woody Allen e Pedro Almodóvar.
Bom, como podem ver nada de Spielberg certo? Mas eu explico.
Não vou desmerecer o trabalho do diretor, pois é inquestionável o talento de Steven que comoveu platéias ao redor do globo através de filmes como E.T., A Cor Púrpura, a trilogia de Indiana Jones (que periga ganhar mais aventura nas telas), entre tantos outros.
Entretanto, o trabalho do diretor nunca me convenceu. Sempre sai do cinema com aquela sensação: "Está faltando alguma coisa". Exemplo disso foi Minority Report, pois quem já teve o prazer da leitura do conto de Phillip Dick, que deu origem ao filme, sabe que Spielberg poderia desenvolver de melhor forma a adaptação para o cinema.
Apesar destes pesares, não deixei de conferir Guerra dos Mundos, projeto antigo do diretor que chegou as telas na semana passada. Baseado no livro de H.G. Wells, a película retrata uma invasão alienígena cujo intuito é extermínio da raça humana. Para retratar este "acontecimento", Spielberg utilizou (e abusou), do que é sem sobra de dúvida, sua maior especialidade: os efeitos visuais (habilidade esta que só pode ser equiparada ao seu grande amigo, o também diretor George Lucas daquele filme...) onde máquinas de destruição gigantes, explosões e afins, ganham vida na tela.
O único porém fica em relação ao furor patriótico, pois de forma bem diferente da apresentada no livro, quem salva o mundo é um cidadão americano (no caso Tom Cruise, em mais uma atuação insossa). E falando em atuação, quem se destaca é a cada vez melhor Dakota Fanning, garota prodígio que rouba a cena de forma sublime.
Colocando frente a frente com trabalhos anteriores Guerra dos Mundos é deveras muito superior aos medianos O Terminal e Prenda – me se for capaz, mas fica distante de O Resgate do Soldado Ryan seu último grande trabalho.

2 de julho de 2005

Filme – 9 canções


Um desperdício de boas idéias". Um filme "sem conteúdo". Estas são algumas frases preferidas sobre 9 canções, filme de Michael Winterbotton (diretor de A Festa Nunca Termina). Em minha modesta opinião o filme realmente peca por não possuir um roteiro primoroso, mas não é todo ruim.
A história se baseia em um curto período na vida jovem inglês Matt (que durante a história esta à trabalho na Antártida) quando conhece a também jovem Lisa no show do grupo Black Rebel Motorcycle Club . Bom, a partir daí é que "bicho pega", pois o filme alterna basicamente cenas tórridas de sexo explícito do casal com as apresentações belíssimas de bandas como Primal Scream, Franz Ferdinand, Elbow. Até ai, a meu ver, tudo bem. O que realmente não dá para compreender é o fato de que grande parte dos críticos ignoram o fato de que a película se baseia em memórias do personagem, daí realmente não é possível estabelecer um "sentido" para tudo o que se presencia (fato que acontece em inúmeros filmes) durante a pouco mais de uma hora de duração de sua duração.
Para não me alongar, 9 canções realmente não é um filme obrigatório, mas serve como passatempo para outros filmes de relevância que estão por vir.

25 de junho de 2005

Filme – Batman Begins


Antes de mais de qualquer coisa, devo confessar: sou fã incondicional do homem morcego. Tão admirador que desde a minha velha infância tudo o que envolvia este enigmático ser (seja revistas em quadrinhos, seriados televisivos, desenhos animados, etc.) me fascinava.
Mas este quadro começou a apresentar mudanças a partir de meados dos anos 90 quando a industria hollywoodiana aproveitou – se da popularidade do personagem para realizar adaptações pífias que renderam alguns milhões para seu respectivo caixa e uma enorme falta de prestígio com os fãs.
Quando soube de mais adaptação estava a caminho meu coração quase parou, pois não iria suportar mais um baque como ocorreram nos quatro filmes anteriores a este Batman Begins. Mesmo sabendo que a direção ficaria a cargo de Christopher Nolan (do perfeito Amnésia) e que contaria com um elenco de estrelas formado por atores do quilate de Morgan Freeman, Liam Neeson, Michael Caine, Katie Holmes, Gary Oldman, Christian Bale e Rutger Hauer fiquei com bastante receio, mas preferi me arriscar e não me arrependi.
Diferente dos anteriores, Batman Begins vai nas profundezas de Bruce Wayne, demonstrando de forma precisa a origem do milionário como também seus temores (como o assassinato dos pais), seu treinamento até a decisão de salvar a cidade de Gothan City com suas próprias mãos do crime organizado. E é justamente esta seqüência de fatos (que passaram desapercebidas nas outras adaptações) que são os verdadeiros trunfos desta nova versão que de tão nova deixa no filme margem para um novo começo já que novamente o vilão Coringa dará as caras. Um filme realmente antológico.

22 de junho de 2005

I’m back.

Após um hiato de três semanas (que foram bastante conturbadas vide problemas com trabalho, relacionamento e faculdade) estou de volta, relatando o que foi trilha por estes dias. Surpreendentemente as mesmas ilustram, e bem, o que foi este período:
Nine Inch Nails - With Teeth: Trent Reznor está de volta e pop. Sim, pop! Basta uma pequena audição With Teeth , quarto álbum do grupo, para comprovar as mudanças sonoras que vieram em boa hora, pois o disco desde seu lançamento figura na primeiras posições na parada da Billboard, fato este que não ocorria desde o álbum The Fragile (1999). Já nas letras Reznor comprova que ainda sabe demonstrar as agruras do mundo seja no âmbito político ( "The Hands that Feeds") seja quesito existencialista ("Do You Know What You Are?") onde apresentada sua veia Noan Chomsky (escritor, filosofo e sociólogo norte americano). A cereja do bolo fica por conta da participação, mais do que especial, de Dave Ghrohl que literalmente esmurra a bateria em grande parte das 14 canções presentes no álbum.
Wilco – Summerteeth: Lembro – me certa vez de ler no site Yer Blues (www.yerblues.com.br) uma resenha sobre este disco, escrita por Jonas Lopes, que falava das maravilhas cometidas por Jeff Tweedy e cia. limitada neste álbum. Na época não dei a devida atenção por que minha fase Wilco já havia passado, via Being There, e se me engano, Yankee Hotel Foxtrot ainda não havia sido lançado. Mas, por coincidência do destino, ou não, o disco aparece em minhas mão em momento bastante oportuno: o fim (ou interlúdio) de meu relacionamento. Coincidência esta porque a temática de Summerteeth é, quase em sua totalidade, baseada neste período complicado na vida dor ser humano. Entretanto, Jeff trata este momento de forma totalmente diferente, pois o álbum possui um frescor pop nunca encontrado nos álbuns anteriores do grupo. Ecos de Beach Boys, Beatles e até Built to Spill não percebidos durante a audição desta obra – prima que teima em não deixar meu cd – player.
Oasis – Don’t Belive the Truth: a volta por cima dos ingleses. Após o lançamento de três álbuns regulares, o Oasis reencontrou o seu caminho. Em Don’t Belive the Truth, o grupo retorna a sonoridade que o consagrou (um rock n’ roll simples, cru e como dizem por aí "burro"), fato que não acontecia a um bom tempo. Para comprovar esta nova fase, as composições não estão mais centradas nas mãos de Noel (que está cada vez melhor), pois Liam, Andy e Gem também comparecem com composições próprias. A entrada do baterista Zak Starkey (filho de Ringo Star) também é destaque já que é incrível a semelhança no modo preciso de tocar o instrumento. Tal o pai, tal o filho.

27 de maio de 2005

De volta e em forma.

Após uma sequência errônea de filmes (leia se: O Escorpião de Jade, Dirigindo no Escuro e Igual a Tudo na Vida) , Woody Allen está de volta a velha forma graças a seu mais "novo filme" (quer dizer, nem tão novo assim já que a exibição no resto do globo fora realizada no ano passado e só agora será exibido no Brasil), o perfeito Melinda e Melinda.
A película retrata a história de quatro nova-iorquinos que se encontram incilamente para jantar em uma noite chuvosa. Uma história contada durante o jantar dá início a uma discusão entre Max (Larry Pine) e Sy (Wallace Shaw), dois escritores, que passam a discutir a dualidade do drama humano através das máscaras da tragédia e da comédia. Os dois escritores passam então a desenvolver duas histórias, uma cômica e outra trágica, protagonizadas por uma mulher chamada Melinda (interpretada de forma magistral por Radha Mitchell).
Um roteiro primoroso, com personagens sensacionais (como só Allen poderia idealizar) e um elenco de primeira contando com performances de Amanda Peet, Chloë Sevigny e Will Farrel (em papel hilário) são os destaques desta obra - prima de Allen que vem a tona para nos demonstrar que às vezes a vida pode ser tanto trágica quanto hilária já que estes elementos, inicialmente dispares, tem muito em comum e podem, e devem, caminhar lado a lado. Portanto, aproveite a vida ao máximo.