Páginas

23 de julho de 2005

Canção da semana.

Too Real
Black Rebel Motorcycle Club

Don't want to see what all these people see
They all seem lost with what they've found
Don't want to hear what all these people hear
It seems to tell them there's no sound
Don't want to fight who all these people fight
It's only truth that's been denied

Does it feel too real
When everything you've learnt to love seems to change?
Does it feel too real
When everything you love to fear seems the same?
Don't want to waste away my life-savings
Too many feelings left to save

No need to talk about the other side
We learn to live our happy lives
It's so good, you see- just another day
Learn to savour all the same

Does it feel too real
When everything you've learnt to love seems to change?
Does it feel too real
When everything you love to fear seems the same?

Do you turn out the lights so you don't have to see yourself?
Do you turn out the lights so you don't have to see yourself?
Do you turn out the lights so you don't have to see yourself?

Does it feel too real
When everything you've learnt to love seems to change?
Does it feel too real
When everything you love to fear seems the same?
Does it feel too real
When everything you've learnt to love seems to change?
Does it feel too real
When everything you love to fear seems the same?
Does it feel too real?

22 de julho de 2005

Filme - Kinsey

Um dos filmes mais interessantes do ano passado (infelizmente quase não visto pelas bandas de BH) foi o ótimo Kinsey – Vamos falar de sexo?.
O filme é uma cine biografia que retrata a história do biólogo Albert Kinsey (interpretado por Liam Neeson) onde são apresentados fatos que vão desde a sua infância truncada (conturbada para melhor assim definir) até o lançamento do livro, campeão de vendas, "Sexual Behavior in the Human Male" onde aborda de forma profunda o universo das relações sexuais entre heterossexuais e homossexuais. Acha pouco? Desinteressante? Calma...
Abordar o tema sexo hoje não causa tanta repulsa, mas pense este mesmo debatido pela sociedade americana em plenos anos 40! Como não poderia deixar de ser, acabou causando bastante polêmica.
Entretanto, o filme apresenta muito mais do que isso já demonstra também a história de homem que nunca deixou de lutar pelo que sempre acreditou, independente das adversidades encontradas (que não foram poucas).
Dirigido por Bill Condon (Deuses e Monstros) a película conta ainda com atuações de Oliver Platt, John Lithgow, Chris O'Donnell e Laura Linney, que só não recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante ano passado por que a Academia preferiu premiar a atuação mediana de Cate Blanchet no também mediano filme O Aviador (de Martin Scorcese).
Mas a grande lição de Kinsey é deixada para o final, pois como afirma o Doutor em entrevista ao jornalista da época quando questionado sobre o fato de que ele nunca falar sobre o amor em seus livros, responde mais ou menos assim: "o sexo é algo que pode estudado, medido e até pesado. O amor, o verdadeiro amor, este é incalculável". Assino embaixo.

14 de julho de 2005

2005: Um ano, até agora, especial para a música.

Lembro – me, "como se fosse ontem", das projeções que realizei em primeiro post neste blog sobre o que se poderia esperar sobre este ano no quesito musical. Como previ, até agora, 2005 tem sido um ano bastante inspirador para a ala do rock. Vejam só mais alguns exemplos:
Foo Fighters - In Your Honor: O grupo liderado por Dave Ghrol é realmente excepcional. Somados a este último álbum, o perfeito, duplo e audacioso intitulado In Your Honor, são cinco álbuns acima da média em 11 anos de bons serviços prestados ao rock n’ roll.
White Stripes – Get Behind Me Satan: Jack White é como dizem por aí "o cara", pois sua veia criativa é de fato impressionante. Basta apenas uma audição de Get Behind Me Satan para comprovar o fato. Sem grandes pretensões, Jack (já que Meg é "café com leite") cometeu o que podemos chamar, salvo suas devidas proporções, de seu Exile On Main Street (clássicos dos Rolling Stones lançado 1972) versão 2005.
Lobão – Canções Dentro Da Noite Escura: Muita expectativa se criou ao redor do "velho lobo" quando surgiram notícias de que o mesmo estava prestes a lançar um novo disco, o sucessor do aclamado A vida é Doce, de 2001. Mas a espera de quatro anos valeu a pena, pois Canções Dentro Da Noite Escura é de longe o melhor trabalho do cantor.
The Mars Volta – Frances the Mute: Após passagem destruidora em solo brasileiro no ano passado, o grupo liderado por Omar Rodrigues e Cedric regressou aos EUA e deu continuidade as gravações do álbum sucessor a De – Loused in Comatorium. Lançado em março, Frances the Mute não apresenta tantas mudanças ao disco anterior, mas ainda sim mantém a média e a sonoridade peculiar (uma verdadeira salada sonora) . Ouça no talo e comprove.
Pato Fu – Toda Cura Para Todo Mal: Para comprovar que safra nacional também na fica para atrás, os mineiros do Pato Fu também fizeram um discão. "Maduro", recheado de "melodias chicletudas" e bastante "diversificado" são apenas alguns dos adjetivos proferidos em criticas por ai sobre o álbum. Eu assino embaixo.
Bruce Springsteen – Devils and Dust: Mais um clássico do "chefão". Gravado sem sua E – Street Band, Devils and Dust é um disco melancólico, basicamente acústico e, por isso mesmo, comovente, pois relembra outros grandes momentos da longa carreira do cantor como o também clássico Nebraska e o subestimado The Ghost of Tom Joad.

Filme – Quarteto Fantástico


Quem acompanha o universo cinematográfico tem percebido ultimamente que de uns anos para cá que a chamada "bola da vez", são as adaptações das histórias em quadrinhos para as telas, certo?. Mas como tudo na vida, algumas coisas dão certo, enquanto outras...
O último Batman (Begins) e as duas seqüências de Spider Man são dignas de aplauso, pois respeitam bem a trajetória de seus respectivos personagens.
Entretanto, outras como Elektra e Hulk acabaram por fim não alcançando o resultado esperado (em todos os sentidos) e acabam por fim envergonhando não só quem participou da película como também fãs e criadores (ou criador) dos heróis. Mas independente disto, hollywood não para e já escolheu seu próximo alvo: O Quarteto Fantástico que estreou semanas atrás no Brasil e já figura em primeiro lugar nas bilheterias.
O filme em sua totalidade apesar de apresentar algumas falhas como alguns "buracos" no roteiro e um elenco de atores novatos (ou no caso, pífios), não chegar a ser de todo ruim, pois quem não conhece a fundo a história dos personagens não fica a ver navios já que o inicio foi, como posso dizer, toleravelmente adaptado. Talvez se responsáveis pela adaptação não tivessem optado pelo também novato diretor Tim Story ( do "excelente" Taxi) a história seria outra, mas agora não adianta chorar pelo leite derramado.
Mas que fique a lição para as próximas adaptações que estão por vir como as de O Motoqueiro Fantasma, Capitão América e A Mulher Maravilha, pois se faz necessário respeito a obra de criadores como Stan Lee (da Marvel Comics) e seus respectivos admiradores (que não são poucos) ao redor do globo.

9 de julho de 2005

Filme – Guerra dos mundos

Conversa entre amigos:
Pergunta: - Bruno, quais são seus cinco diretores de cinema preferidos?
Resposta: - Humm .... David Lynch, Quentin Tarantino, Tim Burton, Woody Allen e Pedro Almodóvar.
Bom, como podem ver nada de Spielberg certo? Mas eu explico.
Não vou desmerecer o trabalho do diretor, pois é inquestionável o talento de Steven que comoveu platéias ao redor do globo através de filmes como E.T., A Cor Púrpura, a trilogia de Indiana Jones (que periga ganhar mais aventura nas telas), entre tantos outros.
Entretanto, o trabalho do diretor nunca me convenceu. Sempre sai do cinema com aquela sensação: "Está faltando alguma coisa". Exemplo disso foi Minority Report, pois quem já teve o prazer da leitura do conto de Phillip Dick, que deu origem ao filme, sabe que Spielberg poderia desenvolver de melhor forma a adaptação para o cinema.
Apesar destes pesares, não deixei de conferir Guerra dos Mundos, projeto antigo do diretor que chegou as telas na semana passada. Baseado no livro de H.G. Wells, a película retrata uma invasão alienígena cujo intuito é extermínio da raça humana. Para retratar este "acontecimento", Spielberg utilizou (e abusou), do que é sem sobra de dúvida, sua maior especialidade: os efeitos visuais (habilidade esta que só pode ser equiparada ao seu grande amigo, o também diretor George Lucas daquele filme...) onde máquinas de destruição gigantes, explosões e afins, ganham vida na tela.
O único porém fica em relação ao furor patriótico, pois de forma bem diferente da apresentada no livro, quem salva o mundo é um cidadão americano (no caso Tom Cruise, em mais uma atuação insossa). E falando em atuação, quem se destaca é a cada vez melhor Dakota Fanning, garota prodígio que rouba a cena de forma sublime.
Colocando frente a frente com trabalhos anteriores Guerra dos Mundos é deveras muito superior aos medianos O Terminal e Prenda – me se for capaz, mas fica distante de O Resgate do Soldado Ryan seu último grande trabalho.

2 de julho de 2005

Filme – 9 canções


Um desperdício de boas idéias". Um filme "sem conteúdo". Estas são algumas frases preferidas sobre 9 canções, filme de Michael Winterbotton (diretor de A Festa Nunca Termina). Em minha modesta opinião o filme realmente peca por não possuir um roteiro primoroso, mas não é todo ruim.
A história se baseia em um curto período na vida jovem inglês Matt (que durante a história esta à trabalho na Antártida) quando conhece a também jovem Lisa no show do grupo Black Rebel Motorcycle Club . Bom, a partir daí é que "bicho pega", pois o filme alterna basicamente cenas tórridas de sexo explícito do casal com as apresentações belíssimas de bandas como Primal Scream, Franz Ferdinand, Elbow. Até ai, a meu ver, tudo bem. O que realmente não dá para compreender é o fato de que grande parte dos críticos ignoram o fato de que a película se baseia em memórias do personagem, daí realmente não é possível estabelecer um "sentido" para tudo o que se presencia (fato que acontece em inúmeros filmes) durante a pouco mais de uma hora de duração de sua duração.
Para não me alongar, 9 canções realmente não é um filme obrigatório, mas serve como passatempo para outros filmes de relevância que estão por vir.

25 de junho de 2005

Filme – Batman Begins


Antes de mais de qualquer coisa, devo confessar: sou fã incondicional do homem morcego. Tão admirador que desde a minha velha infância tudo o que envolvia este enigmático ser (seja revistas em quadrinhos, seriados televisivos, desenhos animados, etc.) me fascinava.
Mas este quadro começou a apresentar mudanças a partir de meados dos anos 90 quando a industria hollywoodiana aproveitou – se da popularidade do personagem para realizar adaptações pífias que renderam alguns milhões para seu respectivo caixa e uma enorme falta de prestígio com os fãs.
Quando soube de mais adaptação estava a caminho meu coração quase parou, pois não iria suportar mais um baque como ocorreram nos quatro filmes anteriores a este Batman Begins. Mesmo sabendo que a direção ficaria a cargo de Christopher Nolan (do perfeito Amnésia) e que contaria com um elenco de estrelas formado por atores do quilate de Morgan Freeman, Liam Neeson, Michael Caine, Katie Holmes, Gary Oldman, Christian Bale e Rutger Hauer fiquei com bastante receio, mas preferi me arriscar e não me arrependi.
Diferente dos anteriores, Batman Begins vai nas profundezas de Bruce Wayne, demonstrando de forma precisa a origem do milionário como também seus temores (como o assassinato dos pais), seu treinamento até a decisão de salvar a cidade de Gothan City com suas próprias mãos do crime organizado. E é justamente esta seqüência de fatos (que passaram desapercebidas nas outras adaptações) que são os verdadeiros trunfos desta nova versão que de tão nova deixa no filme margem para um novo começo já que novamente o vilão Coringa dará as caras. Um filme realmente antológico.