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12 de dezembro de 2005

Capítulo 3 – “As próximas horas serão muito boas”

Domingo, 27 de novembro, 15:00
Chegamos por das 15:00 horas na Cidade do Rock.
Encontramos uma certa dificuldade para estacionar, mas no final das contas conseguimos um lugar muito conveniente: a própria Cidade do Rock.
Já estabelecidos no local do show adentramos pelo portão errado e fomos, literalmente, expulsos pela organização. Resultado: dar uma enorme volta para entrar pelo local certo.Dada volta e passados todos os problemas e burocracias ainda faltava por volta de uma hora para o “inicio” do festival.
O que fazer neste momento? Descansar. Na chamada área lounge existiam algumas enormes almofadas (pufs?) que vieram a ajudar neste celebre momento.
Bom e finalmente chegou o momento que todos esperavam: 17:00 horas, mas... um dos palcos apresentou problemas técnicos. Com isso o evento atrasou seu inicio em praticamente três horas e quem pagou o pato, além do público, foi o pessoal da Nação Zumbi que cancelou sua apresentação.
Problemas resolvidos foi dado o começo da “maratona” com os gaúchos da Cachorro Grande que fizeram um grande show misturando hits (“Dia Perfeito”, “Hey Amigo”) com a sensacional cover de Helter Skelter (de você sabe quem). Saíram aplaudidos com justiça.
Já o Good Charlote... bom este eu vi de forma bem distante, pois optei por assistir ao pessoal do Flaming Lips organizar o palco. Uma frase que resumiria a pífia sonoridade do grupo seria: “punk pop para adolescentes ‘rebeldes’, ‘darks’ de quinta categoria”.
Logo após foi a vez do insano Mike Patton e seu não menos louco Fantômas se “apresentar”. As aspas são válidas porque o que o público carioca presenciou foi algo como um ensaio onde ritmos dispares como death metal, rock, pop, bossa (e tudo mais o que fosse possível) se misturavam de forma cadenciada. A maioria chiou, mas os fãs (eu sou um deles) ovacionaram o tempo todo. Até rolaria o bis, mas a apresentação foi encurtada pelo fato do comentado Flaming Lips já estar pronto no outro palco
A apresentação do grupo de Oklahoma foi algo que nunca vou esquecer de tão emocionante que foi. A começar pelo roupas hilárias utilizadas pelos integrantes (até o papai noel estava lá). Dos lados esquerdo e direito do palco estavam várias pessoas vestidas com roupas de “bichinhos da parmalat” que não paravam de dançar. Atrás do palco havia um telão onde eram projetadas várias imagens que condiziam com as músicas apresentadas. O vocalista Wayne Coyne é um show man em termos de interação: o cara atira serpentina no público, joga confeti e enormes bolas de plástico que transitaram durante o tempo todo de lado para o outro. Infelizmente a famosa bolha que Wayne utiliza para literalmente “passar” por cima do público foi utilizada somente em cima do palco já que a apresentação do grupo fora encurtada. O repertório foi calcado em canções do grupo como “Race for Prize”, “She Don’t Use Jelly” e a linda “Do You Realize” junto a covers inusitadas de Queen (“Bohemian Rhapisody”) e Black Sabbath (“War Pigs”, esta em homenagem a George W. Bush). No final até quem não conhecia saudou a banda que deixou o palco com um gostinho de quero mais. Sensacional.
Finalmente chegou a hora de que a grande parte do público esperava: o show de Iggy Pop junto aos comparsas do Stooges. E que apresentação foi presenciada pelo público presente: Iggy realmente “toca o puteiro”, pois não para um minuto. Além disso o “cara” interage com público o tempo inteiro, simula fazer sexo com a caixa de som (hã?), deixa suas partes intimas aparecerem, chama o público para cima do palco, tocam duas vezes o hino “I Wanna be Your Dog”.... Em suma: surreal. Não tocaram “Search and Destroy”, porém isto foi um pequeno equívoco da apresentação perfeita dos papas do punk rock.
A noite para mim já estava ganha, mas ainda tinha Sonic Youth e NIN pela frente.
O Sonic Youth tinha tudo para fazer uma apresentação de gala, mas não a fizeram. Optaram por privilegiar seu curto set list de 5 músicas (ou foram 6) em Sonic Nurse (disco deveras mediano). Com se não bastasse o som estava muito baixo, quase inaudível. As tradicionais microfonias, a performance elétrica de Thruston Moore e cia. estavam lá, mas ainda sim saíram devendo. Uma pena.
Quem passou longe disso foi Trent Reznor e o seu NIN que fecharam a noite de forma ensurdecedora. Tudo estava perfeito (quer dizer quase tudo, pois fazia um frio de rachar) já que set list foi sensacional (só faltou “Perfect Drug”), o jogo de iluminação do palco brilhante e a performance de todo grupo. Abriram com “Wish” e fecharam com “Head Like a Hole”. Castigo, castigo, castigo.
Olho para o celular, totalmente esgotado de energias, e me assusto: 04:30 da madrugada de segunda – feira. Hora de voltar para casa.

8 de dezembro de 2005

Capítulo 2 – “Aquele abraço”

Domingo, 27 de novembro, 09:15

Após alguns cochilos eventuais precisamente às 09:15 chegamos a cidade maravilhosa.
Agora realmente eu acredito nas sábias palavras do ministro Gilberto Gil cantadas em “Aquele Abraço”, pois o Rio de Janeiro “continua lindo”. Bom, pelo menos a parte que conheci (Copacabana) é sensacional.
Um belo projeto arquitetônico e as mais belas praias se destacam de todo o resto.
Ficamos por volta de 40 minutos tentando encontrar um lugar próximo a praia até que finalmente chegamos.
Foi estipulado o retorno para às 13:00, mas minha vontade era ficar ali para todo e sempre.
Não existe sensação melhor do que caminhar junto a imensidão do mar, tomando Coca – Cola, fumando cigarro somado ao agradável sol que predominava. Estas talvez foram às três horas mais deliciosas da minha vida. Entretanto, tudo o que é bom dura pouco (ou passa rapidamente) e aqui não foi diferente.
De volta ao ônibus partimos, quase de imediato, para nosso real destino: o festival.

4 de dezembro de 2005

Há exatamente uma semana atrás estava eu no Rio de Janeiro contando às horas para o Claro que é Rock.
Apesar do tempo passado, tudo continua fresco em minha mente.
Pretendo contar tudo (ou o que a memória permitir) divido em quatro capítulos. Eis o primeiro:
Capítulo 1 – “A ida”
Sábado, 26 de novembro, 23:30
Como disse no post anterior (o que eu chamo de “prólogo”) estava com dúvidas em relação ao fato de ir ou não para o evento.
Já havia chegado ao local de partida e tudo envolvendo a viagem estava certo: pagamento, ingresso, mochila pronta, bons CDs e livros para acompanhar e ainda não havia decidido.
Adentrei ao ônibus às 01:00 do Domingo um pouco mais otimista (em razão ainda obscura). Meia hora depois foi dado o inicio da minha solitária viagem.
Grande parte dos meus acompanhantes já se conheciam e praticamente “zuaram” o tempo todo, fator este que me impediu de ler, dormir ou qualquer coisa desse tipo.
Tanto barulho comandado pelo grupo de junkies fanfarrões foi compensado pela exibição de bons DVD’s como uma compilação de vídeos clipes do Nine Inch Nails e do obrigatório Goo do Sonic Youth, que esquentaram as turbinas para o que viria mais tarde.

26 de novembro de 2005

A vida, estranha como ela é.

Eu não me entendo. Estou a poucas horas de realizar vários sonhos praticamente ao mesmo tempo: conhecer um pouco do estado do Rio de Janeiro, assistir ao festival Claro Que é Rock, que terá bandas que me seguiram e influenciaram por anos a fio (à saber: Flaming Lips, Sonic Youth, Iggy Pop e Stooges e Nine Inch Nails) e não estou totalmente animado.
Acabo de ouvir “Closer” do NIN no rádio e animação sobe um pouco. Talvez as coisas mudem de figura quando estiver lá, mas até agora não estou com a empolgação necessária. Bom... é chegada a hora. Vou “ali” e já volto. Até mais.

23 de novembro de 2005

Canção da semana.

Bom, enquanto não decido o meu presente (já que a cada dia que passa não penso mais no futuro) continuo fazendo o habitual.
A canção da semana é a ótima "Friends to Go", pérola de Sr. Paul McCartney encontrada em seu último e ótimo álbum Chaos and Creation in the Backyard.
Friends to Go
I've been waitin on the other side, for your friends to leave
So I don't have to hide, I prefer they didnt know
So I've been waiting on the other side, for your friends to go
I've been sliding down a slippery slope, I've been climbing
Up a slowly burning rope, but the flame is getting low
I've been waitin' on the other side, for your friends to go
You never need to worry about me, I'll be fine on my own
Someone else can worry about me
I've spent alot of time on my own
I've spent alot of time on my own
I've been waitin till the danger past, I don't know
How long the storm is gonna to last, if we're gonna carry on
I'll been waiting on the other side, till your friends are gone
So tell me what I wanna know
I'll be waiting on the other side, for your friends to go
Someone else can worry about me
I've spent alot of time on my own
I've spent alot of time on my own
I've been waiting on the other side
For your friends to leave so I don't have to hide
I prefer they didnt know
So I've been waiting on the other side, for your friends to go
I've been waiting on the other side

Em dívida.

Eu sei que estou devendo a um bom tempo um post por aqui, mas por motivos de força maior (meu próprio computador) não estava realizando tal "tarefa". Prometo que após decretado o fim do período escolar volto a ativa.
Porém às vezes fico pensando se relamente deveria ter um blog. Para quê? Minha vida em grande parte do tempo é tão "normal" que fico pensando em algo para dizer quando na verdade não tenho nada mesmo. Parar ou não parar? Oh! Dúvida cruel.

15 de outubro de 2005

Canção do dia.

Porque às vezes é preciso muito mais do que fé para viver.

Gospel Song
Black Rebel Motorcycle Club

I will walk with Jesus, till I cant go any more,
And I will stay with Jesus, till I can't go another mile,
And people will see all the good that's concealed,
And people must know, not to feel any sorrow,
Cos I will not stand by and watch you cry...
I.

I will stay with Jesus, till I can't stay any more,
And I will stand with Jesus, till I can't take another stone,
And people will see all the good that's concealed,
And people will know, not to feel any sorrow,
Cos I will not stand by and watch you cry...
I.