Páginas

2 de agosto de 2006

Dêem as boas vindas! O homem de neandertal está de volta!

É realmente impressionante como o homem (no caso do gênero masculino) ainda me surpreende negativamente. Diariamente uma colega de classe dava carona para mim e algumas colegas até um ponto próximo à minha casa para que pudesse chegar cedo em casa e com segurança. Até antes das férias tudo transcorria de forma plena, mas quando retornam às aulas chega aos meus ouvidos a notícia de que ela não poderia me ajudar mais de tal forma porque o seu "namorado" não gostou da idéia de ter um homem (que não ele ou outro familiar) no mesmo carro.
Em pleno século XXI ver que algumas pessoas tenham ideologia errônea de tempos remotos é algo deprimente. Pensar no fato de que ainda existem pessoas agindo de forma instintiva, vendo o próximo como ameaça a seu "território" é complicado. Mas como posso ser uma se ele nem mesmo conhece o "inimigo"?
Porém, o que de veras me chateia não é isto. O que me preocupa realmente é o fato de que homens assim é que destroem carreiras promissoras. A Talita (a tal amiga) é uma pessoa MARAVILHOSA em vários aspectos: beleza, inteligência, dedicação, simplicidade... e ver que, talvez, tudo isso vá por água abaixo em prol do imaginário de um cara que mais parece idealizar uma vida de "Amélia" para ela do que crescimento mútuo é revoltante. Pensava que histórias assim só aconteciam em filmes como O Sorriso de Monalisa (ambientado na década de 50 veja só), mas vejo que certos valores insistem em perdurar por anos à fio.
Torço, e muito, para que tudo o que escrevi seja um erro, um exagero ou que ambos consigam superar esta dificuldade e possam crescer juntos em prol de uma vida melhor.
Trilha Sonora: Falando em algo melhor quem também anda desejando isto é Thom Yorke em The Eraser, seu primeiro álbum solo. Assustador que na primeira audição o disco soa indigesto, mas vai crescendo e sendo sorvido aos poucos. Utilizando de raros recursos (guitarra, baixo e uma bateria eletrônica) Yorke comprova que para a realização de um grande disco se faz necessário não uma mega produção e sim uma grande idéia. E isto fora alcançado com louvor aqui. Sério candidato a disco do ano.

31 de julho de 2006

Cenas de um casamento

Certa vez fui questionado pela bela Carol sobre o fato de se eu iria ou não ao casamento de meu amigo e guru Marcos então respondi: “Claro! Não é todo dia que se assiste ao enforcamento humano.” E era esta a ideologia mesmo. O casamento hoje em dia eu via como algo tão vago, desnecessário e inimaginável que somente passam pela minha cabeça piadas sem graça sobre o assunto.
Mas era chegada a hora da cerimônia e algo realmente impressionante aconteceu comigo: tudo mudou drasticamente. Não sei muito bem todas as razões, mas o cenário era de rara beleza, pois tudo estava muito bem ornamentado se assemelhando a filmes com uma bela fotografia. O fato de ver meu amigo aos prantos, quase não conseguindo falar, extremamente emocionado e as pessoas ao meu redor também estáticas e comovidas com tudo o que acontecia contribuíram para que meu ideal fosse pelo ralo.
Até mesmo o Padre que celebrou o casamento conduziu de maneira tão bela, versando sobre o amor e como o casamento é um exemplo mor deste sentimento que era visível que todos estavam “conectados” ao que fora presenciado.
E como a felicidade está nas pequenas coisas, no fim da cerimônia Marcos passa ao meu lado e me cumprimenta efusivamente, com um sorriso largo estampado ao rosto e eu quase choro.
Tudo que se seguiu depois também fora maravilhoso: a festa regada a muito champanhe e cerveja, conversas sobre casar ou não casar, sobre o presente e o futuro. Além disso, nasceram novas amizades e antigas foram reativadas. É como disse uma dessas amizades que estavam distantes (a Luciene) que encontro logo na entrada: “somente em ocasiões assim para nos encontrarmos”. Se a música ambiente era ruim passou desapercebido tamanha a minha euforia.
No fim, agradeci efusivamente ao Marcos e, a sua agora esposa, Tatiane por tudo desejando felicidades.
Abandonei o recinto cedo (creio que a meia noite), mas com uma vontade enorme de realizar algo incrível: me casar. Será que a garota Carol (aquela lá do início do texto) aceita? Vou sondar.

30 de julho de 2006

Preparando o bolso

Parece um sonho, mas Belo Horizonte irá sediar quatro shows de peso até o final do ano. Se tudo der certo, dois serão em Setembro e um em Novembro. Veja só:
03/09 - Slayer (Chevrolet Hall)
09/09 - Cardigans e Gang of Four (Chevrolet Hall)
11/11 - New Order (Estádio Mineirão)
Bom, eu preciso assistir o Slayer porque é um caso antigo da minha porção metaleira (como o AC/DC) que não me abandonam. E ainda, de que quebra, assisto o maior baterista de todos os tempos: Mr. Dave Lombardo.
O Cardigans é uma banda que vim a gostar há pouco tempo, mas já tem um lugar especial no meu coração sendento de músicas fofinhas. E a Nina Person é uma das mulheres mais lindas do mundo.
Já o Gang of Four é a velha escola pós - punk de volta e ainda com a formação clássica.
Para o New Order eu digo que apesar de não ser um grande fã de sua fase oitentista, a banda tem em seu currículo várias canções bacanas e um álbum que adoro (o do retorno Get Ready).
Se vou ter grana para isso tudo e muito mais (já que planejo ir ao Rio assistir a Patti Smith no Tim Festival) não sei. Vontade é que não falta.

29 de julho de 2006

Caviar é bom. Mas frango com farofa também

O que é preferível: assistir um filme do Steven Soderberg ou do Quentin Tarantino? Woody Allen ou Gore Verbinski? Goddard ou Almodóvar? Ou seja: você prefere o filme cult ou o de massa. Difícil não é? Bom eu, particularmente, prefiro ambos.
Claro que é um tanto quanto satisfatório sair do cinema com a “cabeça cheia” graças a um belo filme que lhe deixa perplexo. Não no sentido de chocar, mas que leve a reflexão sobre o aspecto abordado na película. Porém assistir alguns blockbusters de vez em quando não faz mal a ninguém.
Está certo de que a probabilidade de assistir um filme cult ruim geralmente é bem menor do que a de um “arrasa quarteirão”. Um bom exemplo de que um filme de mercado pode ser, ainda sim, digno de nota é Piratas do Caribe: O baú da morte. E por muitos motivos. A começar pelo óbvio: como é dirigido para o público pré – adolescente o roteiro é bastante simples e direto (cortezia de Ted Elliott e Terry Rossio), sem inúmeros personagens ou poucos de personalidade diversificada.
Além disso a atuação de Johnny Depp, mais uma vez, surpreende. Aliás já virou clichê falar isso afinal comentar qualquer coisa sobre as atuações de Depp é chover no molhado. Satisfação garantida.
Ainda no campo das atuações até mesmo Orlando Bloom, com sua insensatez e frieza, passa batido. Já Keira Knightley (esta sim, uma promissora atriz) mais uma vez não decepciona.
A direção de Gore Verbinski que poderia ser algo prejudicial (sim, prejudicial pois alguém se lembra que ele dirigiu porcarias como A Mexicana? Não né!) não atrapalha e sim acrescenta já que visualmente é espetacular. As cenas de guerra “mar adentro” e a tripulação de Davy Jones são impressionantes.
Aliás a incursão do personagem Davy Jones é extremamente louvável: criado digitalmente Jones é um pirata com uma pinça de caranguejo no lugar de um dos braços e uma longa barba formada por tentáculos de um polvo. Maléfico e engraçado este personagem é dos pontos alto do filme.
Por fim, nesta onda enorme de filmes de grande orçamento que estão por aí (o mediano Superman, por exemplo) é gratificante sair do cinema após uma sessão deste Piratas do Caribe: O baú da morte que, assim como o primeiro, é diversão garantida.

22 de julho de 2006

Considerações breves sobre a indústria fonográfica em 2006 – Parte 1

Um ano, até agora, sem grandes surpresas. 2006 no campo musical não apresentou trabalhos que poderiam ser tachados de “clássicos atemporais”, mas isto não impede que bons álbuns tenham chegado ao mercado fonográfico. Segue abaixo um breve retrospecto do que até agora chegou aos meus calejados ouvidos:
Snow Patrol – Eyes Open: Não tão bom quanto o disco anterior, o divisor de águas Final Straw, mas com bons momentos. “It’s Beginning To Get To Me” é a “Dakota” (maravilhosa canção do Sterephonics do ano passado) de 2006.
Twilight Singers – Powder Burns: O mais “roqueiro” dos discos deste projeto paralelo de Greg Dulli. Um prato cheio para quem, assim como eu, está com saudades de seus tempos de Afghan Whigs.
We are Scientists – With Love and Squalor: Debut promissor destes americanos que só foram conquistar sucesso na Europa. Letras engraçadas, canções pungentes e refrões chicletes são os destaques aqui. “Nobody Move, Nobody Get Hurt” e “It’s a Hit” são canções que você não deve ouvir! Sim, pois depois que você ouve não consegue deixar mais.
Morrisey – Ringleader of the Tormentors: A redenção de quem soltou os cachorros em You Are the Quarry, disco sensacional de 2004. Aqui o maior compositor inglês do século passado versa sobre o fato de ter encontrado o amor em Roma (cidade onde o disco fora produzido) e pode o perdão de Deus na sublime “Dear God, Please Help Me”. Para quem até perdoou Jesus este é um senhor disco. Um dos melhores até agora.
Sonic Youth – Rather Ripped: No disco de despedida da gravadora Geffen, o grupo de Nova York optou por sair do jeito quem entrou: entregando um disco redodinho e pop. Nada de microfonias e esquizofrenia da comentada, e pouco ouvida, trilogia de sua cidade natal. Thurston Moore e Lee Ranaldo, uma das melhores duplas de guitarristas de todos os tempos, capricham para que Kim Gordon solte o berro em canções como “What A Waste”. Muito bom.
Wolfmother – Wolfmother: Outro debut de qualidade elevada. O power trio australiano capricha ao emular a sonoridade do Led Zeppellin, Deep Purple e Black Sabbath. Porém, com um diferencial: sem parecer pastiche de ninguém.
Clap Your Hands Say Yeah! - Clap Your Hands Say Yeah!: Lançado lá fora no ano passado, mas só chegou agora por aqui. Talking Heads + Arcade Fire: a sonoridade vai neste caminho. Interessante.
Josh Rouse – Subtítulo: Ah o amor... Depois conhecer a espanhola que modificou sua vida (Paz com quem divide os vocais na belíssima “The Who Doesn’t Know How To Smile”) Rouse mudou tudo (ou quase tudo) relativo ao seu trabalho. O Alt. Country agora, por exemplo, dá lugar a bossa nova como na contagiante “Summertime”. Mas as pérolas soul ainda estão lá. “Givin It Up” que o diga.
Pearl Jam - Pearl Jam: Sábios afirmam que para estar vivo basta morrer. Bom, o Pearl Jam então pode-se dizer que morreu pela segunda vez (a primeira foi em Yield) para que Pearl Jam, o álbum, ganhasse espaço. A morte aqui ganha contorno de sonoridade. Sem em Yield fora a maturidade que surgiu aqui é a vez de jovialidade dos tempos inicias de carreira, mas com caráter político. Porém em alguns momentos o disco não engrena, chegando a ser até chato. Porém em outros... Em suma: meia boca.
Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, Thats I Am Not: Será que os ingleses da vez duram mais um disco? Tanto hype em cima de uma banda é realmente bom? Deixando este questionamento de lado o álbum é deveras bom. “I Bet You Look Good On the Dancefloor” é a canção que muita gente venderia a alma para ter composto. Um hino da azaração na balada indie.
Editors – Back Room: Na cola do Interpol, os “Editores” assumem as influências darks de um Joy Division, mas um pouco mais de luz.
Wolf Parade – Apologies to the Queen Mary: Banda canadense cujo disco de estréia tem a proeza de soar como os conterrâneos do Arcade Fire, mas com a cara do David Bowie. Sacou?


Não fica só nisso. Muito mais no próximo post.

15 de julho de 2006

“I want to live with common people like you”

Parêntesis: O movimento da pop art, iniciado nos anos 50, (que teve como figura mor Andy Warhol) tinha em seu fundamento a ideologia de retratar a realidade, seja ela qual for, em tom de crítica ao vazio substancial que figura na sociedade.
Gilles Lipovetsky, em O tempos hipermodernos, afirma que a sociedade nos tempos atuais vive um estado de presente contínuo, pois, basicamente, não realiza projeções do futuro.

Não sei muito bem se este era espírito que estava imbuindo Jarvis Cocker (ex -líder do Pulp), mas a cadência de Different Class (disco de 1995) gira em torno destes aspectos.
Agindo como um cronista / crítico da classe média inglesa, Cocker retrata, de forma sincera, fidedigna, a vida do cidadão inglês que na verdade é um reflexo da própria Inglaterra, e por que não do homem nos tempos atuais que se preocupa somente com o presente, ignorando basicamente o passado e se lixando com o futuro. Para demonstrar toda a sua indignação, o Pulp fez uso das mais variadas sonoridades que vão desde sintetizadores “carinhosos” a guitarras furiosas.
O disco começa com a enérgica “Mis-Shapes” que funciona como um hino já que conclama toda a nação a fazer algo, pois “There won't be fighting in the street”.
“Pencil Skirt” tem como tema um relacionamento de recheados de mentiras. Reflexo total da era em que dizer a verdade é algo incomensurável.
Já “Common People” relata a história de uma garota da classe média / alta que leva uma vida totalmente entediante e artificial, sonhando um dia levar uma vida comum.
Voyeurismo e a liberdade vigiada é retratada na quase épica “I Spy”. No fim da canção, Cocker justifica o seu ato de expiar: expiar a chance de um mundo melhor.
A sensacional “Disco 2000” (outro hino que ganhou versão fiel de Nick Cave) conta a história de como uma simples brincadeira pode ter conseqüências amorosas catastróficas. Derorah e o narrador da canção nasceram com uma hora de diferença entre si. Seus pais durante uma conversa informal traçaram o destino de ambos, que “poderiam ser irmãos”, mas iriam se casar. Durante toda a infância e adolescência o rapaz sustentou este pseudo romance que, logicamente, não viria a se concluir, deixando assim seqüelas “incuráveis” no narrador.
Mais a frente a Lou Reediana “F.E.E.L.I.N.G. C.A.L.L.E.D. L.O.V.E” (escrita assim mesmo) questiona o que seria o amor? Seria algo frio? Algo como um shopping center? Vai saber...
“Monday Morning” começa afirmando que “não existe nada para se fazer, então, por que viver no mundo se você pode viver em sua cabeça?”. Não saia de casa, pois todos os dias são iguais e solitários afirma mais a frente. Em suma, uma perfeita analise dos dias atuais que, cada vez, mais voam em velocidade astronômica e sem deter sentido.
Por fim, a última faixa “Bar Italia” conclama a “garota” a, mais uma vez, se mover pois chegou a hora. E questiona por que ela olha tão confusa? O que ela perdeu? Apenas a sua cabeça, explica.
Como se pode perceber, e recomendo ouvir, este é um dos melhores tratados da música pop do século passado e que de forma gratificante elevou o Pulp ao estatos de grande ícone.
O sucessor de Different Class só viria 3 anos mais tarde com This is Hardcore, que, ironicamente, começa com os 3 segundos finais de “Bar Italia”. Este fato se explica pela razão de que a temática desenvolvida no primeiro ganhou continuidade (algo como um filme) nesta outra grande obra. Mas isto é assunto para outra ocasião.

9 de julho de 2006

Something there is about you & me

Dias atrás ao encarar uma sessão de Separados pelo casamento (drama interpretado por Jennifer Aniston e Vince Vaughn) deparei me com a seguinte situação: não sou o único a "inundar" a pessoa amada dentro de um relacionamento.
Sim! Inundar! Este é realmente o termo (retirado de "Sou dela", mais novo hit de Nando Reis) que neste caso significa não deixar que a outra pessoa apresente o seu universo. No filme, Gary (Vaughn) vive com Brooke (Aniston). Após morarem juntos por 2 anos, o casal termina o relacionamento. Porém nenhum dos dois aceita deixar o apartamento em que vivem, o que faz com que ambos continuem a viver sob o mesmo teto no filme. Porém, quase no fim do filme é que tudo se revela: Gary durante todo tempo coordenava o seria feito e o que não seria, não dando espaço para os anseios de Brooke. E o resultado não poderia ser outro: The Break-Up (título origonal do filme).
Aprendi lendo Sem Logo, de Naomi Klein, que filmes como este são exemplos clássicos de como a industria do Marketing invadiu de sola nos roteiros cinematográficos, pois na mesma situação em que me encontro (a de identificação) milhares de outros homens encontram - se na mesma.
E basicamente, o que tenho feito nos ultimos tempos foi apresentar a minhas perspectivas (errôneas ou não), o meu mundo, não deixando espaço algum para que a outra apareça. E, bom, talvez este seja um dos motivos dos quais tudo tenha desandado. Tenho que aprender (como aconteceu a Rob Fleming) que o universo não gira em torno somente de coisas que gosto. Preciso aprender a não "obrigar" a outra que faça o mesmo ou aceite tudo sob a minha ótica. Preciso ser e espero um dia ser dela. Seja ela quem for.
Sou dela
Nando Reis

Esperei por tanto tempo
Esse tempo agora acabou
Demorou mas fez sentido
Fez sentido que chegou
Eu pensei que não fosse nunca
Mas agora já se foi
Nunca mais parece triste
Triste eu era agora passou
Por que eu estou com ela
Sou dela
Sem ela
Não sou
Por que eu preciso dela
Só dela
Com ela
Eu vou
Sempre olhei à mim nos outros
Estava em toda a multidão
Sendo muito e tendo pouco
Dando muita explicação
Quero olhar para esse mundo
Ver o mundo em seu olhar
Quero ser, te quero muito
Ficar junto e respirar
Por que eu estou com ela
Sou dela
Sem ela
Não sou
Por que eu preciso dela
Só dela
Com ela
Eu vou
Estava tão longe
Num outro lugar
Trancado e distante
Na esfera lunar
Na superfície ou no deserto
No asfalto ou no avião
Na pratileira de um depósito
Na cordilheira, num vulcão
Não vou te inundar
Não vou te inundar
Não vou te inundar
Não vou te inundar
A alegria é um presépio
A tristeza é tentação
Três Marias de um mistério
A surpresa em procissão
Trocaria a eternidade
Pela noite que chegou
Luz do dia realidade
De mãos dadas eu estou
Por que eu estou com ela
Sou dela
Sem ela
Não sou
Por que eu preciso dela
Só dela
Com ela
Eu vou