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6 de agosto de 2006

Love like a bomb

"Declarações amorosas são como granadas de mão: não devem ser guardados dentro do coração e sim lançados ao vento". Não sei a origem desta frase, mas começo a acreditar fielmente nela.
Para tanto, nesta temática "urgente" cada dia será mais um na luta em prol de um novo amor. Será que sairei vitorioso nesta guerra? É díficil dizer, porém estou pronto. E que o mestre Greg Dulli (e seu Twilight Singers) me abençoem.
I'm Ready - Twilight Singers

the sun don't shine 'round here no more
and i know it won't be long
I hope I see you out tonight
and I hope we get it on

'cuz i'm ready, I'm ready
to love somebody
'cuz i'm ready, I'm ready
let's go

whatever you heard about me before
believe me, theings ain't what they were
whenever you look at me or talk to me
you sound just like her

and I'm ready, I'm ready
to love somebody
'cuz I'm ready, I'm ready
to love somebody

seldom seen and in between
and I know it won't be long
bittersweet is evergreen
until we get it on

now I'm ready...

2 de agosto de 2006

Dêem as boas vindas! O homem de neandertal está de volta!

É realmente impressionante como o homem (no caso do gênero masculino) ainda me surpreende negativamente. Diariamente uma colega de classe dava carona para mim e algumas colegas até um ponto próximo à minha casa para que pudesse chegar cedo em casa e com segurança. Até antes das férias tudo transcorria de forma plena, mas quando retornam às aulas chega aos meus ouvidos a notícia de que ela não poderia me ajudar mais de tal forma porque o seu "namorado" não gostou da idéia de ter um homem (que não ele ou outro familiar) no mesmo carro.
Em pleno século XXI ver que algumas pessoas tenham ideologia errônea de tempos remotos é algo deprimente. Pensar no fato de que ainda existem pessoas agindo de forma instintiva, vendo o próximo como ameaça a seu "território" é complicado. Mas como posso ser uma se ele nem mesmo conhece o "inimigo"?
Porém, o que de veras me chateia não é isto. O que me preocupa realmente é o fato de que homens assim é que destroem carreiras promissoras. A Talita (a tal amiga) é uma pessoa MARAVILHOSA em vários aspectos: beleza, inteligência, dedicação, simplicidade... e ver que, talvez, tudo isso vá por água abaixo em prol do imaginário de um cara que mais parece idealizar uma vida de "Amélia" para ela do que crescimento mútuo é revoltante. Pensava que histórias assim só aconteciam em filmes como O Sorriso de Monalisa (ambientado na década de 50 veja só), mas vejo que certos valores insistem em perdurar por anos à fio.
Torço, e muito, para que tudo o que escrevi seja um erro, um exagero ou que ambos consigam superar esta dificuldade e possam crescer juntos em prol de uma vida melhor.
Trilha Sonora: Falando em algo melhor quem também anda desejando isto é Thom Yorke em The Eraser, seu primeiro álbum solo. Assustador que na primeira audição o disco soa indigesto, mas vai crescendo e sendo sorvido aos poucos. Utilizando de raros recursos (guitarra, baixo e uma bateria eletrônica) Yorke comprova que para a realização de um grande disco se faz necessário não uma mega produção e sim uma grande idéia. E isto fora alcançado com louvor aqui. Sério candidato a disco do ano.

31 de julho de 2006

Cenas de um casamento

Certa vez fui questionado pela bela Carol sobre o fato de se eu iria ou não ao casamento de meu amigo e guru Marcos então respondi: “Claro! Não é todo dia que se assiste ao enforcamento humano.” E era esta a ideologia mesmo. O casamento hoje em dia eu via como algo tão vago, desnecessário e inimaginável que somente passam pela minha cabeça piadas sem graça sobre o assunto.
Mas era chegada a hora da cerimônia e algo realmente impressionante aconteceu comigo: tudo mudou drasticamente. Não sei muito bem todas as razões, mas o cenário era de rara beleza, pois tudo estava muito bem ornamentado se assemelhando a filmes com uma bela fotografia. O fato de ver meu amigo aos prantos, quase não conseguindo falar, extremamente emocionado e as pessoas ao meu redor também estáticas e comovidas com tudo o que acontecia contribuíram para que meu ideal fosse pelo ralo.
Até mesmo o Padre que celebrou o casamento conduziu de maneira tão bela, versando sobre o amor e como o casamento é um exemplo mor deste sentimento que era visível que todos estavam “conectados” ao que fora presenciado.
E como a felicidade está nas pequenas coisas, no fim da cerimônia Marcos passa ao meu lado e me cumprimenta efusivamente, com um sorriso largo estampado ao rosto e eu quase choro.
Tudo que se seguiu depois também fora maravilhoso: a festa regada a muito champanhe e cerveja, conversas sobre casar ou não casar, sobre o presente e o futuro. Além disso, nasceram novas amizades e antigas foram reativadas. É como disse uma dessas amizades que estavam distantes (a Luciene) que encontro logo na entrada: “somente em ocasiões assim para nos encontrarmos”. Se a música ambiente era ruim passou desapercebido tamanha a minha euforia.
No fim, agradeci efusivamente ao Marcos e, a sua agora esposa, Tatiane por tudo desejando felicidades.
Abandonei o recinto cedo (creio que a meia noite), mas com uma vontade enorme de realizar algo incrível: me casar. Será que a garota Carol (aquela lá do início do texto) aceita? Vou sondar.

30 de julho de 2006

Preparando o bolso

Parece um sonho, mas Belo Horizonte irá sediar quatro shows de peso até o final do ano. Se tudo der certo, dois serão em Setembro e um em Novembro. Veja só:
03/09 - Slayer (Chevrolet Hall)
09/09 - Cardigans e Gang of Four (Chevrolet Hall)
11/11 - New Order (Estádio Mineirão)
Bom, eu preciso assistir o Slayer porque é um caso antigo da minha porção metaleira (como o AC/DC) que não me abandonam. E ainda, de que quebra, assisto o maior baterista de todos os tempos: Mr. Dave Lombardo.
O Cardigans é uma banda que vim a gostar há pouco tempo, mas já tem um lugar especial no meu coração sendento de músicas fofinhas. E a Nina Person é uma das mulheres mais lindas do mundo.
Já o Gang of Four é a velha escola pós - punk de volta e ainda com a formação clássica.
Para o New Order eu digo que apesar de não ser um grande fã de sua fase oitentista, a banda tem em seu currículo várias canções bacanas e um álbum que adoro (o do retorno Get Ready).
Se vou ter grana para isso tudo e muito mais (já que planejo ir ao Rio assistir a Patti Smith no Tim Festival) não sei. Vontade é que não falta.

29 de julho de 2006

Caviar é bom. Mas frango com farofa também

O que é preferível: assistir um filme do Steven Soderberg ou do Quentin Tarantino? Woody Allen ou Gore Verbinski? Goddard ou Almodóvar? Ou seja: você prefere o filme cult ou o de massa. Difícil não é? Bom eu, particularmente, prefiro ambos.
Claro que é um tanto quanto satisfatório sair do cinema com a “cabeça cheia” graças a um belo filme que lhe deixa perplexo. Não no sentido de chocar, mas que leve a reflexão sobre o aspecto abordado na película. Porém assistir alguns blockbusters de vez em quando não faz mal a ninguém.
Está certo de que a probabilidade de assistir um filme cult ruim geralmente é bem menor do que a de um “arrasa quarteirão”. Um bom exemplo de que um filme de mercado pode ser, ainda sim, digno de nota é Piratas do Caribe: O baú da morte. E por muitos motivos. A começar pelo óbvio: como é dirigido para o público pré – adolescente o roteiro é bastante simples e direto (cortezia de Ted Elliott e Terry Rossio), sem inúmeros personagens ou poucos de personalidade diversificada.
Além disso a atuação de Johnny Depp, mais uma vez, surpreende. Aliás já virou clichê falar isso afinal comentar qualquer coisa sobre as atuações de Depp é chover no molhado. Satisfação garantida.
Ainda no campo das atuações até mesmo Orlando Bloom, com sua insensatez e frieza, passa batido. Já Keira Knightley (esta sim, uma promissora atriz) mais uma vez não decepciona.
A direção de Gore Verbinski que poderia ser algo prejudicial (sim, prejudicial pois alguém se lembra que ele dirigiu porcarias como A Mexicana? Não né!) não atrapalha e sim acrescenta já que visualmente é espetacular. As cenas de guerra “mar adentro” e a tripulação de Davy Jones são impressionantes.
Aliás a incursão do personagem Davy Jones é extremamente louvável: criado digitalmente Jones é um pirata com uma pinça de caranguejo no lugar de um dos braços e uma longa barba formada por tentáculos de um polvo. Maléfico e engraçado este personagem é dos pontos alto do filme.
Por fim, nesta onda enorme de filmes de grande orçamento que estão por aí (o mediano Superman, por exemplo) é gratificante sair do cinema após uma sessão deste Piratas do Caribe: O baú da morte que, assim como o primeiro, é diversão garantida.

22 de julho de 2006

Considerações breves sobre a indústria fonográfica em 2006 – Parte 1

Um ano, até agora, sem grandes surpresas. 2006 no campo musical não apresentou trabalhos que poderiam ser tachados de “clássicos atemporais”, mas isto não impede que bons álbuns tenham chegado ao mercado fonográfico. Segue abaixo um breve retrospecto do que até agora chegou aos meus calejados ouvidos:
Snow Patrol – Eyes Open: Não tão bom quanto o disco anterior, o divisor de águas Final Straw, mas com bons momentos. “It’s Beginning To Get To Me” é a “Dakota” (maravilhosa canção do Sterephonics do ano passado) de 2006.
Twilight Singers – Powder Burns: O mais “roqueiro” dos discos deste projeto paralelo de Greg Dulli. Um prato cheio para quem, assim como eu, está com saudades de seus tempos de Afghan Whigs.
We are Scientists – With Love and Squalor: Debut promissor destes americanos que só foram conquistar sucesso na Europa. Letras engraçadas, canções pungentes e refrões chicletes são os destaques aqui. “Nobody Move, Nobody Get Hurt” e “It’s a Hit” são canções que você não deve ouvir! Sim, pois depois que você ouve não consegue deixar mais.
Morrisey – Ringleader of the Tormentors: A redenção de quem soltou os cachorros em You Are the Quarry, disco sensacional de 2004. Aqui o maior compositor inglês do século passado versa sobre o fato de ter encontrado o amor em Roma (cidade onde o disco fora produzido) e pode o perdão de Deus na sublime “Dear God, Please Help Me”. Para quem até perdoou Jesus este é um senhor disco. Um dos melhores até agora.
Sonic Youth – Rather Ripped: No disco de despedida da gravadora Geffen, o grupo de Nova York optou por sair do jeito quem entrou: entregando um disco redodinho e pop. Nada de microfonias e esquizofrenia da comentada, e pouco ouvida, trilogia de sua cidade natal. Thurston Moore e Lee Ranaldo, uma das melhores duplas de guitarristas de todos os tempos, capricham para que Kim Gordon solte o berro em canções como “What A Waste”. Muito bom.
Wolfmother – Wolfmother: Outro debut de qualidade elevada. O power trio australiano capricha ao emular a sonoridade do Led Zeppellin, Deep Purple e Black Sabbath. Porém, com um diferencial: sem parecer pastiche de ninguém.
Clap Your Hands Say Yeah! - Clap Your Hands Say Yeah!: Lançado lá fora no ano passado, mas só chegou agora por aqui. Talking Heads + Arcade Fire: a sonoridade vai neste caminho. Interessante.
Josh Rouse – Subtítulo: Ah o amor... Depois conhecer a espanhola que modificou sua vida (Paz com quem divide os vocais na belíssima “The Who Doesn’t Know How To Smile”) Rouse mudou tudo (ou quase tudo) relativo ao seu trabalho. O Alt. Country agora, por exemplo, dá lugar a bossa nova como na contagiante “Summertime”. Mas as pérolas soul ainda estão lá. “Givin It Up” que o diga.
Pearl Jam - Pearl Jam: Sábios afirmam que para estar vivo basta morrer. Bom, o Pearl Jam então pode-se dizer que morreu pela segunda vez (a primeira foi em Yield) para que Pearl Jam, o álbum, ganhasse espaço. A morte aqui ganha contorno de sonoridade. Sem em Yield fora a maturidade que surgiu aqui é a vez de jovialidade dos tempos inicias de carreira, mas com caráter político. Porém em alguns momentos o disco não engrena, chegando a ser até chato. Porém em outros... Em suma: meia boca.
Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, Thats I Am Not: Será que os ingleses da vez duram mais um disco? Tanto hype em cima de uma banda é realmente bom? Deixando este questionamento de lado o álbum é deveras bom. “I Bet You Look Good On the Dancefloor” é a canção que muita gente venderia a alma para ter composto. Um hino da azaração na balada indie.
Editors – Back Room: Na cola do Interpol, os “Editores” assumem as influências darks de um Joy Division, mas um pouco mais de luz.
Wolf Parade – Apologies to the Queen Mary: Banda canadense cujo disco de estréia tem a proeza de soar como os conterrâneos do Arcade Fire, mas com a cara do David Bowie. Sacou?


Não fica só nisso. Muito mais no próximo post.

15 de julho de 2006

“I want to live with common people like you”

Parêntesis: O movimento da pop art, iniciado nos anos 50, (que teve como figura mor Andy Warhol) tinha em seu fundamento a ideologia de retratar a realidade, seja ela qual for, em tom de crítica ao vazio substancial que figura na sociedade.
Gilles Lipovetsky, em O tempos hipermodernos, afirma que a sociedade nos tempos atuais vive um estado de presente contínuo, pois, basicamente, não realiza projeções do futuro.

Não sei muito bem se este era espírito que estava imbuindo Jarvis Cocker (ex -líder do Pulp), mas a cadência de Different Class (disco de 1995) gira em torno destes aspectos.
Agindo como um cronista / crítico da classe média inglesa, Cocker retrata, de forma sincera, fidedigna, a vida do cidadão inglês que na verdade é um reflexo da própria Inglaterra, e por que não do homem nos tempos atuais que se preocupa somente com o presente, ignorando basicamente o passado e se lixando com o futuro. Para demonstrar toda a sua indignação, o Pulp fez uso das mais variadas sonoridades que vão desde sintetizadores “carinhosos” a guitarras furiosas.
O disco começa com a enérgica “Mis-Shapes” que funciona como um hino já que conclama toda a nação a fazer algo, pois “There won't be fighting in the street”.
“Pencil Skirt” tem como tema um relacionamento de recheados de mentiras. Reflexo total da era em que dizer a verdade é algo incomensurável.
Já “Common People” relata a história de uma garota da classe média / alta que leva uma vida totalmente entediante e artificial, sonhando um dia levar uma vida comum.
Voyeurismo e a liberdade vigiada é retratada na quase épica “I Spy”. No fim da canção, Cocker justifica o seu ato de expiar: expiar a chance de um mundo melhor.
A sensacional “Disco 2000” (outro hino que ganhou versão fiel de Nick Cave) conta a história de como uma simples brincadeira pode ter conseqüências amorosas catastróficas. Derorah e o narrador da canção nasceram com uma hora de diferença entre si. Seus pais durante uma conversa informal traçaram o destino de ambos, que “poderiam ser irmãos”, mas iriam se casar. Durante toda a infância e adolescência o rapaz sustentou este pseudo romance que, logicamente, não viria a se concluir, deixando assim seqüelas “incuráveis” no narrador.
Mais a frente a Lou Reediana “F.E.E.L.I.N.G. C.A.L.L.E.D. L.O.V.E” (escrita assim mesmo) questiona o que seria o amor? Seria algo frio? Algo como um shopping center? Vai saber...
“Monday Morning” começa afirmando que “não existe nada para se fazer, então, por que viver no mundo se você pode viver em sua cabeça?”. Não saia de casa, pois todos os dias são iguais e solitários afirma mais a frente. Em suma, uma perfeita analise dos dias atuais que, cada vez, mais voam em velocidade astronômica e sem deter sentido.
Por fim, a última faixa “Bar Italia” conclama a “garota” a, mais uma vez, se mover pois chegou a hora. E questiona por que ela olha tão confusa? O que ela perdeu? Apenas a sua cabeça, explica.
Como se pode perceber, e recomendo ouvir, este é um dos melhores tratados da música pop do século passado e que de forma gratificante elevou o Pulp ao estatos de grande ícone.
O sucessor de Different Class só viria 3 anos mais tarde com This is Hardcore, que, ironicamente, começa com os 3 segundos finais de “Bar Italia”. Este fato se explica pela razão de que a temática desenvolvida no primeiro ganhou continuidade (algo como um filme) nesta outra grande obra. Mas isto é assunto para outra ocasião.

9 de julho de 2006

Something there is about you & me

Dias atrás ao encarar uma sessão de Separados pelo casamento (drama interpretado por Jennifer Aniston e Vince Vaughn) deparei me com a seguinte situação: não sou o único a "inundar" a pessoa amada dentro de um relacionamento.
Sim! Inundar! Este é realmente o termo (retirado de "Sou dela", mais novo hit de Nando Reis) que neste caso significa não deixar que a outra pessoa apresente o seu universo. No filme, Gary (Vaughn) vive com Brooke (Aniston). Após morarem juntos por 2 anos, o casal termina o relacionamento. Porém nenhum dos dois aceita deixar o apartamento em que vivem, o que faz com que ambos continuem a viver sob o mesmo teto no filme. Porém, quase no fim do filme é que tudo se revela: Gary durante todo tempo coordenava o seria feito e o que não seria, não dando espaço para os anseios de Brooke. E o resultado não poderia ser outro: The Break-Up (título origonal do filme).
Aprendi lendo Sem Logo, de Naomi Klein, que filmes como este são exemplos clássicos de como a industria do Marketing invadiu de sola nos roteiros cinematográficos, pois na mesma situação em que me encontro (a de identificação) milhares de outros homens encontram - se na mesma.
E basicamente, o que tenho feito nos ultimos tempos foi apresentar a minhas perspectivas (errôneas ou não), o meu mundo, não deixando espaço algum para que a outra apareça. E, bom, talvez este seja um dos motivos dos quais tudo tenha desandado. Tenho que aprender (como aconteceu a Rob Fleming) que o universo não gira em torno somente de coisas que gosto. Preciso aprender a não "obrigar" a outra que faça o mesmo ou aceite tudo sob a minha ótica. Preciso ser e espero um dia ser dela. Seja ela quem for.
Sou dela
Nando Reis

Esperei por tanto tempo
Esse tempo agora acabou
Demorou mas fez sentido
Fez sentido que chegou
Eu pensei que não fosse nunca
Mas agora já se foi
Nunca mais parece triste
Triste eu era agora passou
Por que eu estou com ela
Sou dela
Sem ela
Não sou
Por que eu preciso dela
Só dela
Com ela
Eu vou
Sempre olhei à mim nos outros
Estava em toda a multidão
Sendo muito e tendo pouco
Dando muita explicação
Quero olhar para esse mundo
Ver o mundo em seu olhar
Quero ser, te quero muito
Ficar junto e respirar
Por que eu estou com ela
Sou dela
Sem ela
Não sou
Por que eu preciso dela
Só dela
Com ela
Eu vou
Estava tão longe
Num outro lugar
Trancado e distante
Na esfera lunar
Na superfície ou no deserto
No asfalto ou no avião
Na pratileira de um depósito
Na cordilheira, num vulcão
Não vou te inundar
Não vou te inundar
Não vou te inundar
Não vou te inundar
A alegria é um presépio
A tristeza é tentação
Três Marias de um mistério
A surpresa em procissão
Trocaria a eternidade
Pela noite que chegou
Luz do dia realidade
De mãos dadas eu estou
Por que eu estou com ela
Sou dela
Sem ela
Não sou
Por que eu preciso dela
Só dela
Com ela
Eu vou

5 de julho de 2006

Dois pesos. Duas medidas. Ambos clássicos

Woody Guthrie e Pete Seeger. Você sabe quem são? Não? Então não tem meu respeito! Calm down, calm down it’s a silly joke. Eu explico para você.
Ambos são ícones mor da música folk do século passado. Não alcançaram o sucesso devido, mas influenciaram Deus (leia – se Bob Dylan) e o mundo.
O reconhecimento de suas respectivas obras ganharam nos últimos anos uma projeção maior graças a justas homenagens prestadas por artistas do primeiro escalão da boa música: Wilco junto ao bardo Billy Bragg e o chefão Bruce Springsteen.
No caso do Wilco a história foi mais ou menos assim: a filha de Guthrie encontrou em sua casa vários poemas não musicados pelo pai (escritos entre 1939 e 1955) e saiu a procura de artistas que adotassem a causa de musicar os mesmos. Porém, não com fins mercadológicos (como muitos pensaram na época) e sim no intuito de homenagear o cantor. Acertada a escolha de Billy Bragg e o convite aceito pela trupe de Jeff Tweedy, como banda apoio, iniciaram as gravações em 1997. O resultado destas gravações foram divididas em dois álbuns: Mermaid Avenue Vol. I e Mermaid Avenue Vol. II.
Sobre o primeiro (que é trilha neste exato momento) pode – se dizer que se trata de um disco que se Woody estive vivo iria, com certeza, fazê – lo soltar um largo sorriso de gratificação, pois Bragg e o Wilco trataram com respeito a obra do cantor. E difícil citar quais são os melhores momentos do álbum (já que são muitos) mas a balada “At My Window Sad and Lonely”, “One by One” e a country “California Stars” são alguns exemplos das grandes canções presentes aqui. Se Dylan aprovou que sou eu para discordar. Isto falando somente do Vol. I. Karina, por favor, o Vol. II desta preciosidade já!
Com Springsteen aconteceu assim: desde 1997 (coincidência não?) o cantor idealizou o projeto de homenagear o homem que mais o influenciou no campo musical: Pete Seeger.
Com sessões realizadas no mesmo ano, em 2005 e neste ano, o disco somente veio dar o ar de sua graça a poucos meses. Graça? E que graça! Tributos de qualidade como este são contados, desde de sempre, nos dedos e We Shall Overcome: The Pete Seeger Sessions é um belo exemplar de como se deve proceder (um verdadeiro manual de boa conduta) ao se prestar a homenagear alguém. Para as gravações Bruce contou que um time excepcional de jovens músicos, que somada a tradicional ajuda de alguns comparsas da E Street Band (sua banda de apoio a anos) ora reproduziram, ora recriaram as arranjos das canções de Pete.
No intuito de fidelidade, foram utilizados instrumentos tradicionais de canções folk que vão desde violões antiquados, banjos, violinos, tuba, percussão, acordeão, piano, trombone, saxophone e por aí vai.
O resultado de tanto trabalho não poderia ser outro: maravilhoso. Springsteen e cia realmente se dedicam ao máximo, emocionalmente falando, nas canções e chega a ser comovente / arrepiante algumas interpretações como as de “O Mary Don’t You Weep” e “Erie Canal”.
Abrilhantando ainda mais, o disco vem acompanhado por um DVD que demonstra um pouco como foram realizadas as gravações, no qual percebe – se um Springsteen de bem com a vida e satisfeito com o resultado alcançado.
E pode ter certeza Bruce, não é somente você que está feliz da vida com o tributo, pois eu, Hornby, Cameron Crowe e muita gente ao redor do globo não deixa de ouvir o disco por inúmeras vezes ao dia. De longe o melhor disco deste ano.

2 de julho de 2006

O Neil Young brasileiro

Pode procurar por aí e, com certeza, você não irá encontrar alguém em nosso país que tenha tantas semelhanças musicais com o mestre canadense.
Nando Reis (sim é ele), primeiramente, fundamentou a sua elogiada carreira solo calcando sua tradicional sonoridade pop / rock / mpb dos tempos de Titãs ao amor pelo folk que é marca registrada de Young presente em discos maravilhosos como Harvest (e logicamente a sua seqüência Harvest Moon) e Comes a Time.
Outro fator que os une é romantismo “barato” presente em todas em grande parte das canções. A visão de ambos são de homens que não temem demonstrar seus sentimentos quanto a mulher amada, amigos de longa data, filhos e até cachorros.
Como se não bastasse, até mesmo o visual de ambos são semelhantes: utilizam aquela tradicional calça jeans surrada, camiseta desbotada e chapéu de cowboy.
Banda de apoio? Se Young tem os fiéis escudeiros do Crazy Horse, Reis tem os Infernais que não devem em nada que aos companheiros do canadense já que também são exímios músicos pois reproduzem, com fidelidade, os arranjos produzidos em estúdio.
E no próximo Sábado teremos mais uma grande oportunidade de assistir o cantor em ação no Chevrolet Hall valendo pela turnê do elogiado Sim e Não, mais nova obra - prima de Nando. Para quem gosta de canções extremamente emocionantes e confessionais este show é imperdível.

25 de junho de 2006

Uma ode a amizade

Se podesse resumir em uma única frase qual seria o conteúdo de Uma Longa Queda, última obra de Nick Hornby, acredito que esta frase título é a melhor. Porém, antes que qualquer resalva é preciso de um pouco de explanação.
O livro relata a história de quatro desconhecidos que se encontram no topo de um prédio com o mesmo intuito: o suícidio. Cada um com suas devidas razões: Martin, um apresentador de televisão que viu a carreira desabar depois de se envolver em um escândalo; Maureen, uma senhora solitária cuja vida se resume a cuidar do filho que há quase duas décadas se encontra em estado vegetativo; JJ, um músico americano fracassado que sobrevive entregando pizzas; e Jess, uma desequilibrada e passional filha de um ministro. Mas, ao contrário do que se imagina, ninguém conclui tal ação. Ao invés disso, optaram reunir forças (e logicamente suas diferenças) numa tentativa, às vezes surreal, de solucionar os problemas.
Mesmo com atmosfera pesada, Hornby permeia a obra com elementos clássicos de outros de seus livros como inúmeras referências a músicas, filmes, livros.. (em suma: cultura pop). Tudo isso, mas com um diferencial: humor negro, que por vezes lhe faz rir até mesmo em situações angustiantes.
Como se dá tudo isso? Somente lendo para saber!
A lição? Esta eu conto: os problemas (que não são poucos nos dias atuais) nunca irão ter fim. Mas resolução fica sempre mais fácil quando se tem grandes amigos ao lado. E eu tenho.
Canção representativa - Nada de canções em prol da amizade, pois Julian Casablancas, o cabeça dos Strokes, mandou avisar:
The End Has No End
The Strokes

One by one, ticking time bombs won
It's not the secrets of the government
That's keeping you dumb
Oh, it's the other way around - wait...
What's that sound?
One by one, baby, here they come.
He wants it easy; he want it relaxed
Said I can do a lot of things, but I can't do that
Two steps foward, then three steps back...
Alright.
"Won't you take a walk outside?"
- Oh no.
"Can't you find some other guy?"
- Oh no.
"1 9 6 9 what's that sound?"
- Oh no.
Keeping down the underground
Oh no...
The end has no end
the end has no end
The end has no end
the end has no end
He want it easy; he wanted it relaxed
Said I can do a lot of things, but I can't do that
Two steps forward, then three steps back
It won't be easy
"Won't you take a walk outside?"
- Oh no.
"Can't you find some other guy?"
- Oh no."1 9 6 3 what's that sound?"
- Oh no.
Keeping down the underground
Oh no...
The end has no end
the end has no end
The end has no end
the end has no end...

14 de junho de 2006

Changes

Não reparem se alguns posts anteriores tenham sumido "misteriosamente", mas é porque estou tentando "lavar a roupa suja".
Para tanto, estou eliminando quase tudo de minha vida que remeta ao passado tristonho de meses atrás (algo como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças sabe?).
Confesso estar em dívida quanto a este espaço, porém as desejadas férias escolares chegaram e prometo voltar aos eixos, recheado de comentários, projetos futuros e muito mais. Aguente aí que eu estou chegando!

2 de junho de 2006

Who am I?

Quem seria eu? Eu realmente existo? Será que algum dia eu fui eu? Questionamento tolo (niilista) adolescente este não é? Porém este é o meu problema.
Percebi hoje que não tenho identidade. Não tenho caráter próprio. Eu me transformo em alguém ou algo que não sei explicar. Numa bela manhã sou o homem mais feliz do mundo, mas as vezes horas depois torno – me o mais amargo, rancoroso e depressivo ser da face da Terra. E esta oscilação custa muito caro, pois são pouquíssimas as pessoas que compreendem este meu aspecto multi de um dia ser e no outro não ser. Fato este que reconheço é um saco.
Sou como Bowie: um eterno camaleão, assimilando concepções, sentimentos, idealismos etc. de outros (as).
Com o intuito de me encontrar novamente decreto nesta noite a morte deste velho Bruno. Sem nenhum rancor. Nem choro nem vela.
Começa agora a jornada em busca do Eu que na verdade pode ser o velho, mas talvez não seja um novo. Ou será?

A redenção

"Estou cansado de fazer as coisas certas". Esta simples frase proferida por Morrissey no soberbo disco Ringleader of the Tormentors pode salvar vidas. E fora graças a este álbum que a minha tomará novos rumos.
Como Moz também estou cansado de seguir regras pré - estabelecidas. Ser o cara “certinho” resulta num sofrimento infindável que não vale a pena.
Meu hino agora, que levo comigo em meu coração, é a canção que fecha com chave de ouro esta nova fase do mais importante cantor inglês do século passado.
At Last I Am Born
Morrissey

At last I am born
Historians note
I am finally born
I once used to chase affection withdrawn
But now I just sit back and yawn
Because I am born, born, born

Look at me now
From difficult child to spectral hand to Claude Brasseur-oh-blah blah blah
At last I am born
Vulgarians know
I am finally born
I once thought that time accentuates despair
But now I don’t actually care
Because I am born, born, born

Look at me now
From difficult child to spectral hand to Claude Brasseur-oh-blah blah blah
At last I am born
At last I am born
Leaving the one true free life born
I once thought I had numerous reasons to cry
And I did, but I don’t anymore
Because I am born, born, born

At last I am born
At last I am born
It took me a long, long time
But now I am born
I once was a mess of guilt because of the flesh
It’s remarkable what you can learn
Once you are born, born, born
Born, born, born
Born, born, born

16 de abril de 2006

The Eternal Life of “Grace” ou um disco que pode salvar vidas

O que Bruce Springsteen, Jeff Tweedy, Patti Smith, Tori Amos e Jeff Buckley têm em comum? Musicalmente falando? Quase nada. Entretanto, todos possuem em especial um fator fundamental: colocar a sua vida em risco em prol da música.
Não que estejam em constante ameaça, mas estes são exemplos clássicos de cantores que, literalmente, se jogam e se expõem totalmente durante a criação de uma canção. Colocam o coração à ponto de, praticamente, “sair pela boca”, tamanha a sinceridade presente em cada acorde, em letra, em cada segundo.
Hoje em dia são poucos os novos exemplos desta seleta categoria já que, basicamente, o que predomina é a indústria do “cool” na qual o ato de ser confessional em uma canção é crime hediondo.
Introdução feita, é chega a vez de falar de Grace, primeira e única obra de Jeff Buckley que infelizmente faleceu cedo e de forma um tanto quanto estranha (afogado).
Deixando este fator de lado, o disco é uma prova de amor à vida como poucos cantores alcançaram na década de 90. Um álbum de profusão temática no qual religião, amor, morte são demonstrados de forma “So Real” (nome de um das canções presentes no disco) que comove a cada audição.
Somada à voz divina de Buckley, o disco é um grande achado e, sem sombra de dúvida, um clássico de tamanha pungência e a leveza (quando ela se necessária) cuja sonoridades dispares (R&B, rock, folk, gospel, soul...) constróem uma das mais importantes obras do século passado.
Para as pessoas que, assim como eu, conheceram de forma tardia o disco (lançado há 12 anos) vai a dica: nunca é tarde para ouvir e, por que não, se apaixonar pelo grande Jeff Buckley.

14 de abril de 2006

Hollywood, finalmente, demonstra não temer a América

Chega a ser estranho, mas dentre as mais variadas formas de arte o cinema é que menos se engajou (à meu ver) em relação aos males causados pelos EUA.
No campo musical, por exemplo, temos um número infindável de artistas (Springsteen, Jeff Tweedy, Michael Stipe e Trent Reznor são bons exemplos) que calcam suas canções em tom de protesto em prol de um mundo melhor.
Já na literatura temos magistrais de escritores(as) como Susan Sontag, John Steinbeck e Michael Moore que também não deixam por menos, pois revelaram em suas obras toda a sua amargura contra a política, o passado e o presente norte – americano. Entretanto, a sétima arte permaneceu por anos a fio imparcial.
Até mesmo produções recentes como Terra dos Sonhos, que no papel funcionaria como uma crítica ao fato de que imigrantes sofrem preconceitos das mais variadas formas ao chegar à “terra prometida”, soa sutil demais. Mas agora, ao que parece, surgirá uma onda maior engajamento por parte da indústria cinematográfica.
Tanto que no último Oscar, grande parte dos filmes que concorreram nesta edição, tinham em seu roteiro algo de contraposição a algum aspecto do contexto americano.
Boa Noite, Boa Sorte, por exemplo, traça um paralelo entre a era do McCarthismo (a ditadura deles) e o jornalismo desafiador da época, que colocava em questão certas atitudes governamentais.
Siryania relata de forma confusa, mas real, como é o funcionamento da indústria do “ouro negro”, na qual grandes lideres não demonstram nenhum pudor em prol da busca incansável de maiores fontes petrolíferas ao redor do globo.
Crash pega pesado ao apresentar várias histórias, inicialmente dispares, mas que possuem em comum um dos maiores problemas deles: o desenfreado racismo e, novamente, o preconceito à estrangeiros.
Outro exemplo recente é o soberbo V de Vingança, baseado na graphic novel de Alan Moore, que mesmo sendo ambientado em Londres tem como pano de fundo os EUA. A questão polêmica aqui é o teor pró – terrorismo que a obra possui já o idealismo adotado é que “um povo não deveria temer seu governo e sim o governo é que deveria temer seu povo.” E esta não seria uma solução possível? Fica a questão.
Spike Lee (diretor de A Última Noite e o Verão de Sam) também alfineta em seu último e sensacional filme, O Plano Perfeito, pois demonstra o estado de calamidade que se encontra seu país pós 11 de Setembro.
Se este quadro vai mudar eu não sei, mas continuo idealizando que talvez o mundo possa mudar. Conscientização é algo que tornou – se fundamental para os dias atuais se almejamos um futuro melhor para nossos eventuais filhos.
Canção representativa:

Ben Harper – With My Own Two Hands

I can change the world
With my own two hands
Make a better place
With my own two hands

Make a kinder place
With my own two hands
With my own
With my own two hands

I can make peace on earth
With my own two hands
I can clean up the earth
With my own two hands

I can reach out to you
With my own two hands
With my own
With my own two hands

I’m gonna make it a brighter place
I’m gonna make it a safer place
I’m gonna help the human race
With my own
With my own two hands
I can hold you
With my own two hands
I can comfort you
With my own two hands
But you got to use
Use your own two hands
Use your own
Use your own two hands
With our own
With our own two hands
With my own
With my own two hands

8 de abril de 2006

Emoções à vista

Infelizmente, o meu sonho de ver o Echo and The Bunnymen ao vivo fora para o espaço já que a apresentação de Belo Horizonte realmente não irá ocorrer. Somente os paulistanos terão a honra. It’s a shame!
Mas quem não tem Echo vai de Los Hermanos. Por isso, pela quinta vez vou assistir aos cariocas.
Não pretendia ir, mas quando penso nos outros antológicos shows que presenciei, o fator vontade subiu assustadoramente.
A primeira vez fora em 2002 quando a banda divulgava o soberbo Bloco do Eu Sozinho, disco que figura tranqüilamente na minha lista de 5 melhores álbuns nacionais de todos os tempos.
E hoje será, mais uma vez, um dia especial com absoluta certeza de casa cheia. Não vejo a hora!
Trilha Sonora: A morbidez pop arcadista de Antony and the Johnsons no álbum I am a Bird Now. Sublime é pouco.

26 de março de 2006

Feel flows

Sou um completo idiota! E o pior é que é verdade. O por quê? Simplesmente pelo motivo de não conseguir ser homem. Ops! Calma lá! Não estou indo para o lado de Elton John, mas... é que não ajo como tal.
Por mais que eu tente, não consigo vestir a estirpe de galanteador (leia - se: "matador") que os homens adotam. Ser daqueles tipos que no primeiro encontro casual conquista a garota e sai contando para os outros tudo o que aconteceu (e exagerando na maioria das vezes). Na verdade vou pelo caminho contrário.
Deixo as coisas fluirem de forma processual. Deixo o tempo dizer se esta ou aquela é pessoa certa (se ela realmente existe). Nem sempre este é o caminho certo, pois às vezes se faz necessário um certo despojamento, quebrar a cara, se arriscar. Porém, se fizeste isto com certeza não estaria sendo eu. Perco muito com isso, mas sair aventurando parece não ser para mim. O pior disto é que minha "moleza" não acompanham minhas paixões, surgem de forma avassaladora dia após dia.
Poxa! Analisando tudo que acabo de dizer, talvez não seja um idiota, e sim um romântico. É que faz tanto tempo que não ouço esta palavra, que já entrou até em desuso, mas não me lembrava de sua existência. Fazer o quê!
P.S.: "Feel Flows" é na verdade uma canção dos Beach Boys presente na trilha sonora de Quase Famosos, dotada de rara beleza (só perdendo, claro, para "God Only Knows") e inspiração mor deste post.
Feel Flows

Unfolding enveloping missiles of soul
Recall senses sadly
Mirage like soft blue like lanterns below
To light the way gladly
Whether whistling heaven's clouds disappear
Where the wind withers memory
Whether whiteness whisks soft shadows away
Feel flows (White hot glistening shadowy flows)
Feel goes (Black hot glistening shadowy flows)
Unbending never ending tablets of time
Record all the yearning
Unfearing all appearing message divine
Eases the burning
Whether willing witness waits at my mind
Whether hope dampens memory
Whether wondrous will stands tall at my side
Feel flows (White hot glistening shadowy flows)
Feel goes (Black hot glistening shadowy flows)
Encasing all embracing wreath of repose
Engulfs all the senses
Imposing, unclosing thoughts that compose
Retire the fences
Whether wholly heartened life fades away
Whether harps heal the memory
Whether wholly heartened life fades away
Whether wondrous will stands tall at my side
Whether whiteness whisks soft shadows away
Feel goes (White hot glistening shadowy flows)
Feel flows (Black hot glistening shadowy flows)
Feel goes (White hot glistening shadowy flows)
Feelings to grow (White hot glistening shadowy flows)
White hot glistening shadowy flows
White hot glistening shadowy flows
White hot glistening shadowy flows

20 de março de 2006

"Ouvir Led Zeppelin é como um bom baseado. É uma experiência que deve ser passada entre amigos."

Grande parte da minha vida musical fui avesso a velharias. De tão avesso, se soubesse que em certa festa iria rolar um Pink Floyd, corria como diabo da cruz. Mas de uns tempos para cá este quadro tem sofrido graves alterações.
Tanto que hoje bandas Franz Ferdinand e Arctic Monkeys convivem em perfeita harmonia com The Doors e Led Zeppelin.
E falando no Zeppelin (que é minha "nova" paixão) é engraçado perceber como as estas coisas acontecem.
No já comentado Domingo de Carnaval estava eu na casa de Mariana, numa maior "leseira" quando encontrou em sua vasta discografia a pérola Led Zeppelin III. Não se foi pelo fato de eu estar "stoned", mas não me lembro de ter ouvido ultimamente um disco tão viajante e versátil quanto a este. Um disco vai do rock aos blues, passa pelo folk e a música oriental, versa sobre o universo viking e amores impossíveis.
Depois da chapação com este disco foi ouvir no mesmo dia Phisycal Graffiti que, para minha total surpresa, não deve em nada aos outros discos que foi adqurindo posteriormente como os também clássicos I, II e IV. Daí para o DVD How the West Was Won foi um pulo.
Em suma, agora minha vida se resume antes de conhecer a trupe de Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bohan, e depois de tal fato.
Para não perder o costume segue abaixo um top 5 com as melhores músicas do grupo na atualidade:
"Since I've been loving you"
"Heartbreaker" (predileta de Hornby que já escreveu maravilhas sobre a mesma no livro 31 canções)
"That's the Way"
"Kashmir"
"Rock n' Roll"
P.S. Esta frase título deste post foi proferida por Cameron Crowe para definir o Led Zeppelin. Eu, particularmente, concordo em gênero, número e grau.

14 de março de 2006

Let the bad times roll.

Ando meio azarado ultimamente. Digo isto no campo de shows internacionais de 2006.
Como vocês acompanharam mês passado apresentações de U2 e Stones, que eram dados como certas, foram por água abaixo (para minha pessoa no caso).
Agora o show do Echo and The Bunnymen, programado para sábado, foi cancelado.
Até aí tudo bem, mas o motivo do adiamento é que dos mais estranhos. Veja só:
A Malab e o Chevrolet Hall informam que a Turnê “SIBERIA” da atração internacional Echo & The Bunnymen foi cancelada em toda a América Latina.
De acordo com as informações da produção da banda os músicos não conseguiram a liberação dos vistos temporários para a entrada no continente, tendo sido forçados a cancelar as apresentações dos dias 18 de março em Belo Horizonte, dia 19 de março em São Paulo e dia 21 de março em Buenos Aires.
Fonte: Chevrolet Hall.
Dá para acreditar?
Pelo menos fontes afirmam que o show deverá ser remarcado para abril. Só quero ver...

13 de março de 2006

07 motivos para você não perder o show do Echo and The Bunnymen

01. A importância da banda que é um dos maiores ícones da história do rock.
02. O figuraça Ian Mcculloch é sem sombra de dúvida um dos maiores compositores de todos os tempos.
03. Will Sergeant é um guitarrista fiel as tradições Lou Reedianas.
04. O caminhão de hits que banda possue ("The Killing Moon", "Lips Like Sugar", "Rescue", "All that Jazz" são alguns bons exemplos).
05. O clássico álbum Heaven Up Here (1987)que influenciou bandas como o Interpol para composição de sua sonoridade. A belíssima "Show of Strengh" ainda faz parte do repertório.
06. O fato de que mesmo com o passar dos anos a banda continua produzindo bons discos, como o último Siberia.
07. O preço módico de R$ 25,00 (preço de banda nacional)
08. O dia do show: sábado às 22:00 horas no Chevrolet Hall.
E aí! Vai perder?