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19 de maio de 2007

It beats for you



Tempos em tempos o cenário da cultura pop me surpreende. Anos atrás estava eu começando a desbravar o universo feminino da música (leia - se: PJ Harvey, Tori Amos, Fiona Apple...) quando me deparei com uma resenha na Bizz (se não me engano escrita pelo José Flávio Júnior) de uma, até então, desconhecida cantora que tinha acabado de ter sua dilacerante discografia lançada em solo brasileiro via Trama. Álias, dilacerante é a melhor palavra para descrever os efeitos que Cat Power (aka Chan Marshal) causou em meu coração. Paixão a primeira audição, Cat Power foi capaz de causar - me enorme comoção e até hoje ao ouvi - la a impressão de sentir meu coração em frangalhos ainda permanece viva e latente.


Após um hiato de anos, em 2006, Cat lançou seu até então último álbum The Greatest, e o álbum realmente é impressionante, não devendo em nada a suas obras anteriores. A maneira que ela conduz sua bela voz que somadas as singelas melodias entoadas por pianos, viollões; uma visão de mundo extremamente poética e um certo namoro com o som de Nova Orlenas fizeram do álbum um dos maiores feitos daquele ano. Porém caro leitor, o assunto em voga não seria basicamente este. O que fica circundando minha cabeça é a seguinte questão: o que seria do mundo sem a figura de Cat Power? E se um dia (como, claro irá acontecer) a moça (ok! Nem tão moça assim) partir "desta para uma melhor"? Ou se ela decidir parar de gravar como fez no fim da década 90? Quem irá alimentar esta porção delicada e tão necessária para caleijados ouvidos como o meu? Muitas perguntas ficam no ar e substítutas são de menos. Mas eis que surge lá no Canadá a possível, e talvez melhor, substítuta para vaga: Leslie Feist (aka Feist).


Nascida no Canadá no dia 13 de fevereiro de 1976, Feist faz parte do combo canadense Broken Social Scene e exporadicamente cria álbuns solo. E The Reminder, seu quarto trabalho solo, é o melhor deles.

Lançado em 2007, o disco prima pela sonoridade que popularizou Cat Power, mas, para não soar pastiche da mesma, vai além por dialogar com outras fontes. Utiliza de forma sutil a sonoridade alt. country (via Ryan Adams). Respira a obra viva de divas do country como Emmylou Harris e Lucinda Willians. Deixa - se levar por uma certa porção elétrica de sua sonoridade. E como se não bastasse compõe letras comoventes que permeiam o álbum como um todo.
Este pequeno diagonóstico talvez não ilustre a grandiosidade do trabalho realizado pela cantora, mas o passível exagero acerca do mesmo (já que o crítica internacional não o vê tão importante assim) justifica - se pelo misto de comoção e surpresa causada pela audição dos primeiros trinados de "So Sorry" que me deixaram petrificados pelos seus 3 minutos e 12 segundos de duração. E, sem deixar a "ideologia cair" Feist mantém a cadência delicada até o fim.
Me bastaram duas audições audições e já estou cá de joelhos, com o coração batendo de forma lenta, mas feliz com o resultado galgado pela cantora.
Agora posso dormir um pouco mais tranquilo e idelizando, de forma sonhadora, um possível dueto de Feist e Chan Marshal. Será que meu coração suportaria? Creio que não. Infarte fulminante na certa.

12 de maio de 2007

My idea of version


Na indústria fonográfica existem dois gêneros de álbuns que se destacam quando o assunto é prestar a homenagem ao artista(s) e suas respectivas canções. De um lado temos os castigados tributos que, salvo raras exceções, se destacam num emaranhado de reproduções que, em sua maioria, não acrescentam em nada e, geralmente, deixam uma enorme saudade da original. Nesse campo são tantos exemplos “clássicos” que listá – los é desnecessário.
De um outro lado temos ao que eu chamaria de “ousadia” que acontece quando o artista, literalmente, destrincha a versão original (alterando os arranjos, as letras ou ambos) e tenta aplicar, a sua maneira, as características que lhe agradam e o definem num tom misto de homenagem/versão. E essa é, sem sombra de dúvida, a trilha de maior de dificuldade, pois quando você foge do padrão Cifraclub (site especializado em tablaturas que, confesso, já utilizei por meses a fio quando tinha uma banda cover de Nirvana) periga não agradar tanto o artista homenageado e muito menos o público consumidor. Já ouvi milhares de tentativas frustradas dessa perspectiva. Porém, em toda regra existe uma (ou várias) exceções e uma das soluções ressentes a esse problema é o produtor Mark Ronson.
Deixando todas as dificuldades acima citadas de lado, Mark convocou um time de primeira para executar seu plano monumental de realizar releituras de canções dos mais variados campos da cena musical de ontem e de hoje em Version. Da ala do passado temos uma surpreendente “Stop Me” dos Smiths que, antes, era melancólica, angustiada, dramática... em suma: um clássico da dupla Morrissey/Marr que após a injeção de batidas dançantes e dos vocais de Daniel Merriweather você “quase” (eu disse quase) se esquece da tristeza latente da letra e sorri abertamente. Se até a dupla de compositores aprovou que sou eu para não discordar. E não para por aí. Lily Allen (a garotinha da vez) colabora na versão reggae de “Oh My God” da mais recente sensação do rock britânico, o Kaiser Chiefs. A delicada “Amy” de Ryan Adams vira algo extremamente suingado. A frenética “Just” do Radiohead ganha um naipe de metais sensacional. A electro – pop “Toxic” de Britney Spears vira rap com a honraria de contar com, o hoje falecido, Ol’ Dirty Bastard (ícone do Wu - Tang Clan). Comete logo na abertura uma versão funk instrumental para “God Put A Smile Upon Your Face” e por aí vai. Amy Winehouse, Robbie Willians, Kasabian entre tantos outros colaboram e abrilhantam e esse grande disco de 2007.
E é com um trabalho agradável aos ouvidos como este que Ronson, que já havia estreado bem no campo “solo” em Here Come the Fuzz, adentra a minha galeria de grandes produtores. Ele figura ao lado de ícones como o versátil Rick Rubin, o metódico Nigel Godrich, o especialista em sons sujos Steve Albini e Dave Fridmann (parceiro dos geniais Flaming Lips e Mercury Rev), mas com uma ligeira vantagem: ela dá a “cara à tapa” não somente produzindo álbuns (como disse no post anterior) como também compondo material próprio. Ponto para ele. E olhe que ele está só começando...

22 de abril de 2007

Baba, Joss Stone, baba!

Lá pelos idos de outubto de 2003 a, hoje celebridade mundial (por diversas razões, alcoolismo incluso), a inglesa Amy Winehouse lançava seu disco de estréia, Frank, e tinha tudo para conquistar o globo naquele período. O disco, soberbo por excelência, oscila sonoridades que vão desde a estética jazz ao hip hop, passando pelo soul e o pop sem deslizes. Precedido pelo single "Stronger Than Me", que passou desapercebido na parada inglesa amargando uma dolorosa 71º posição, o álbum foi ganhando força single por single e atingiu a marca de 1 milhão de cópias, mas poderia ter logrado sucesso maior se o fenômeno Joss Stone não tivesse varriado qualquer outra manisfestação feminina no campo musical.

Um mês após ao lançamento de Frank Joss debutou via The Soul Sessions e dominou as paradas daí em diante. E de forma justa. O disco revitaliza a soul music através de 10 covers sendo algumas inusitadas tal como "Fell In Love With a Girl" do White Stripes (convertida para "Fell in Love with a Boy") que verte o rock visceral do duo norte - americano em uma balada carregada em suingue. Isto agregada a sua bela voz, sua beleza jovial e a comparações com diva Aretha Franklin contribuíram para que o disco ganhasse espaço enorme nos meios mídiaticos (jornais, revistas, rádios etc.) e fizesse bonito nas paradas.

Catapultada pelo sucesso, já em 2004, Joss lança seu segundo álbum, o autoral Mind, Body & Soul e alcança a extraordinária marca de 4 milhoes de cópias em poucos meses graças a repercusão dos singles "You Had Me", "Right to Be Wrong" e "Don't Cha Wanna Ride". O álbum, quanto a sonoridade, não difere do disco anterior e é justamente aí que reside a sua força, pois o frescor de suas canções iriam permancer por um bom tempo.

E lá se foi o ano de 2005 e Joss colheu os frutos de seu trabalho e optou por aproveitá - los. E talvez esse tenha o seu maior deslize. O motivo? Os holofotes da impressa agora já elegeram a suas novas musas: a já citada Amy Winehouse e Lily Allen.

Amy que passou um período de ostracismo de três anos voltou a gravar e o resultado fora o já comentando em posts anteriores Back To Black disco que explora de forma grandiosa sua verve black em todos os sentidos que essa palavra possa se relacionar, seja pela sonoridade oriunda da música negra via soul, funk e pitadas de jazz, seja pela carga pesada das letras que giram em torno de relacionamentos fracassados e eternas bebedeiras. A produção, sempre primorosa, de Mark Ronson (Macy Gray) auxiliou ao novo direcionamento a carreira de Amy que agora conquistou reconhecimento por parte do público e o prestígio de gente como o mestre Paul Weller.

E falando em Mark Ronson, outro disco que fora produzido pelas suas mãos em 2006 fora Alright, Still disco de estréia de Lily Allen. Filha do comediante Tim Allen e doida varrida (causadora de inúmeras confusões) a cantora surgiu como fênomeno na internet graças a excecução maçica de "Smile", primeira música de trabalho, que fora baixada em sua página no my space por milhões de pessoas e a partir daí criou - se expectativa enorme acerca do álbum cheio que chegou às lojas em meados de julho de 2006. O disco, uma verdadeira delícia pop, é um dos grandes achados do ano passado graças a voz adocicada de Allen que somada a competência dos músicos presentes no álbum, a sonoridade que vai do reggae ao grime (o tradicional rap inglês no qual Mike Skinner do The Streets é o principal representante) e as letras extremamente irônicas (tente não rir com "Smile" ou "Friday Night").
Com isso ambas, Lily e Amy, são, agora, o centro das atenções por aí e seguem ao redor do globo conquistando platéias graças as muito elogiadas apresentações. E no meio desse turbilhão Joss Stone tenta correr atrás do "tempo perdido" via Introducing Joss Stone, seu recém lançado terceiro trabalho que se depender da crítica não vai conseguir alcançar novamente o posto perdido. E realmente o disco não implaca. Na tentativa, talvez, de se aproximar ainda mais do mercado americano (tal como Nelly Furtado realizou de forma aprofundada em Loose) o álbum oscila de forma, em sua maioria, errônea no campo minado do hip hop e resultado alcançado, ironicamente, não fora explosivo. Quando aposta sua verve black como em "Put Your Hands On Me" acerta em cheio, mas quando aposta em outras o resultado fica aquém do que já fora produzido nos discos anteriores e soa por vezes insosso. Prova disso está na faixa "Music" na qual nem mesmo a participação da sumida, mas grandiosa, Lauryn Hill ajuda. Em suma, Joss, e seus longos cabelos vermelhos assemelhando - se a um palito de fósforo, digamos, pensa em acender o pavio, mas receia em acender. Uma pena.

1 de abril de 2007

No computador, no discman, em qualquer lugar

Avalanche de discos que tenho ouvido ultimamente:

Black Rebel Motorcycle ClubBaby 81: Unindo a urgência jovial da estréia (B.R.M.C) com a beleza poética do penúltimo trabalho, Howl, o trio norte – americano, após um período conturbado que quase culminou no fim do grupo, ainda respira e coloca no mercado mais belo disco. Ouça: “Window”

Klaxons – Myths of near future: Da série muito barulho por nada, o disco de estréia do Klaxons é uma decepção. Após um EP elogiado a expectativa acerca de um álbum cheio fora enorme. Mas o resultado soa insosso com poucas faixas dignas de nota. E a tal da new rave talvez, se depender de discos como este, nem vá para frente. A salvação talvez esteja no Simien Mobile Disco, banda de James Ford produtor desse disco. E esperar para ouvir. Ouça: "Two Receivers".

The Good, The Bad and The Queen - The Good, The Bad and The Queen: A super banda formada por Damon Albarn (Blur/Gorillaz), Simon Tong (ex – Verve), Paul Simonon (ex – Clash) e Tony Allen (lenda viva do dub) assina um trabalho diversificado por oscilar sonoridades. Dub, neofolk, pop, ska... tudo muito bem misturado pelo requisitado produtor Danger Mouse. Ouça: "80's Life".

Norah Jones: Not Too Late: O terceiro disco da cantora é seu trabalho mais autoral. Com sonoridade voltada muito mais para folk do que para o jazz e letras do mais puro romantismo Not Too Late é o remédio para corações impuros. Ouça: “Be My Somebody”.


The Stooges – Weirdness: A volta do Stooges fora muito celebrada, até por eu mesmo. Mas ao ouvir Weirdness o hype não se justifica. Tal como os Rolling Stones (para não falar de outras bandas) Iggy Pop e seus comparsas pararam no tempo. Continuam compondo como se a ideologia dos distantes anos 70 ainda prevalecesse. A letra de “My Idea of Fun” é a confirmação dessa constatação já que Iggy versa sobre um homem cuja “a idéia de diversão está matando todo mundo”. Não desejava que a banda fizesse um disco eletrônico ou qualquer coisa que o valha, mas comparado a Skull Ring, último disco solo de Pop, Weirdness é muito inferior pois em Skull Ring o cantor se renovava ao buscar novas parcerias como o Green Day, o Sum 41 e a Peaches. Em suma, como diria Renato Russo “sempre mais do mesmo. Não era isso que queria ouvir”. Ouça: “My Idea of Fun”

The Roots – Game Theory: Um dos melhores e mais sinceros grupos de hip hop dos últimos tempos está de volta. Como bem descreveu Ahmir Thompson (aka "?uestlove", baterista do grupo) Game Theory é um disco "very mature, serious, and very dark”. Diferente de outros trabalhos, mas ainda mantendo o “padrão de qualidade Roots”. Ouça: "Atonement".

Wilco – Sky Blue Sky: O fantasma daquele Wilco experimental e genioso (via A Ghost Is Born) ainda assombra Jeff Tweedy, mas nem tanto. Um tanto introspectivo e voltado para a fase folk clássica de Neil Young, Sky Blue Sky é, desde já, um dos álbuns mais importantes e belos desse ano. E que fique bem claro: Jeff Tweedy é Deus. Depois eu explico. Ouça: “Either Way”.

16 de março de 2007

Eu recomendo

Após ofuscada estréia a cantora Amy Winehouse está de volta. Apostando novamente em sua verve negra, Back To Black é um verdadeiro deleite para fãs de funk, soul e jazz com ares setentistas. Ouça: "Rehab"






Enquanto Silent Alarm, primeiro álbum dos ingleses do Block Party, a sonoridade era oitentista, alegre e jovial o mesmo não acontece em A Weekend In The City que opta pela temática tristonha nas letras, mas ainda mantém de forma balanceada a energia da ótima estréia. Ouça: "I Still Remenber"




Em um dos álbums mais aguardados do ano os canadenses do Arcade Fire surpreendem mais uma vez. O que era assutador e ao mesmo tempo de rara beleza em Funeral, disco de estréia lançado em 2005, em Neon Bible essas características são elevadas a enésima potência graças a competência e grandiosidade das 11 canções que compõem este pequeno clássico de nossa era. Ouça: "My Body Is A Cage"

11 de março de 2007

O próximo U2. Se o Coldplay deixar.

Passaram- se dois anos para que o segundo álbum do Killers desse o ar da graça. De lá para cá muita coisa aconteceu. Eis aqui um resuminho: a banda alcançou o status de "grande", vendeu 5 milhões de cópias de Hot Fuzz (disco de estréia), Brandon Flowers (o frontman) comprou briga com o Green Day, o Bravery... conquistou a crítica e fãs famosos (Bono incluso). Álias é com a banda de Bono (o U2 é lógico, banda com que o Killers já dividiu o palco) que Sam's Town traz muitas semelhanças. A começar pela dupla de produtores (Alan Moulder e Flood) que foram os grandes responsáveis pela guinada na carreira dos irlandeses via Acthung Baby de 1992.
Quanto a sonoridade as canções do álbum ainda mantém um pé nos revitalizados anos 80, mas respirando de outras influências: saem as batidas indie-dance de grupos como o The Cure e entram a força e pungência de canções capazes de levantar estágios inteiros, de causar comoção de milhares de pessoas, tal como Tom Petty & The Heartbreakers, Queen, Bruce Springsteen & E Street Band e, claro, o próprio U2, protagonizaram na fátidica década e ainda o fazem. E é realmente nesse fator que reside a diferença no grupo. Ao que parece o grupo de Las Vegas decidiu por conquistar o mundo. Se depender de canções (maravilhosas por sinal) como "When You Were Young" (cujo belo videoclipe fora dirigido por Anton Corbjin fotográfo e parceiro de quem? Do U2!), "Bones", "For Reasons Unknown" entre outras o objetivo será alcançado. E nem mesmo o bigode rídiculo de Brandon Flowers parece impedir. A única ameaça reside do outro lado do oceano: os ingleses do Coldpaly que também está seguindo a cartilha do Killers seja trabalhando também Corbjin, que dirigiu o videoclipe de "Talk" (canção cujo fraseado da guitarra se assemelha, e muito, com os protagonizados por The Edge) e contratando os serviços de Brian Eno (produtor do vocês sabem quem) para coordenar as gravações do próximo disco.
O vencedor dessa briga ainda não é possível determinar, mas com certeza quem ganha algo nessa competição de imediato é o ouvinte. E que vença o melhor! Enquanto isso o placar informa: The Killers 1 x Coldplay 0.

24 de fevereiro de 2007

Never stop the music

Três anos após realizar sua despedida do showbussiness em uma grandiosa apresentação no Madison Square Garden (registrada no DVD Fade To Black) e jurar de pé junto que iria se aposentar, aproveitar a vida e coisa e tal, Jay - Z está de volta.
Os motivos reais, inicialmente, não saberia dizer, mas, talvez, temendo perder seu trono no universo hip - hop (ele é o artista rap solo que mais vendeu discos na história: 33 milhões nos EUA e 50 milhões em todo globo) no final de 2006 chegou as lojas Kingdom Come seu nono trabalho de estúdio.
O disco em si não difere de seus outros trabalhos clássicos. E não deveria. Em 12 anos de carreira construiu, a sua maneira, a sua musicalidade que somada a "mão cheia" como produtor (um verdadeiro Midas) influenciou o que veio depois e o que virá daqui para frente.
Sua volta fora precedida pelo single pungente de "Show Me What You Got" lançado em outubro de 2006 cuja letra celebra o seu retorno de forma grandiosa.
Outros momentos dignos de aplauso são "Hollywood" que conta com a participação de Beyoncé e a belíssima "Do U Wanna Ride" que conta com a voz divina de John Legend, velho parceiro de Kanye West que também participa do álbum produzindo a faixa.
Talvez pensando melhor existe uma razão óbvia para a volta de Jay (ou Shawn Corey Carter seu verdadeiro nome). E não seria o temor pelo perda do trono, pois nem de longe fora ameaçado nesse hiato. Sua volta está explicada no já citado Fade To Black. Durante o processo de gravação de seu, até então, derradeiro álbum The Black Album em um momento relax junto ao parceiro Pharell Willians (produtor e exímio músico) um dos excecutivos da Roc - A - Fella Records, gravadora do próprio Jay, invade o estúdio "pagando pau" ao próprio por não estar trabalhando e dizendo: nunca pare a música. Três anos mais tarde ele entendeu o recado. O resultado está aí. Firmão!