Os anos 70 foram a glória para muitos. Fora a época que nem almejava em nascer, mas gostaria. Foi um período mágico por infinitas razões. E, musicalmente falando, década das mais propícias para a produção de grandes álbuns.
A beatlemania havia estagnado com fim da banda de Liverpool. Então o mundo respirava ares mais amplos enxergando e dando espaço para muita gente boa. E como era dificil não gostar dele nesse tempo... A fatídica era foi a fase mais promissora de sua carreira.
Afirmar que não gostava de Rod na época seria o mesmo que achava Pelé um jogador mediano fato que, como todos sabemos, é inconcebível.
Foram tantos álbuns e canções históricas que fica dificil destacar apenas um(a), mas por hora fico com o meu predileto do momento, que também figura na lista do Rolling Stone de 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos, tem a predileção de Cameron Crowe e também dos caras do Manic Street Preachers: Every Picture Tells A Story.
Lançado em 1971, o disco catapultou a carreira até então sub-oscura de Rod que estava recém saído do seminual Faces e do Jeff Beck Group. Estão neste álbum vários de seus clássicos presentes até hoje no repertório como "Maggie May", "That's All Right (Mamma)" (famosa também na voz de Elvis Presley) e a faixa título.
Dono de uma das melhores vozes do período e performances eletrizantes Rod Stewart tinha o cetro em mãos e seguiu a década conquistando público e crítica, mas não o manteve por muito tempo. A década de 80 veio, os excessos de quem levou uma vida Rock & Roll ao extremo também, e, consequentemente, a veia criativa afrouxou em prol do que eu chamaria de Roberto Carlos Sindrome , pois uma interminável fase baladeira vingou e não tardou mais.
O cantor versátil e ousado de outrora agora aposta no caminho "fácil" de gravar standars de jazz para agradar em cheio o público norte - americano e o mercado agradece mais um volume da série American Songbook que chega a seu quarto. Um pena. A meu ver desperdício de talento de um dos maiores perfomers que o rock já viu e influenciou tanta gente boa como a "tia" Rita Lee confessou recentemente em entrevista a Rolling Stone.
Saudades do tempo em não vivi nem viverei. Nostalgia pura ocasionda por textos de Lester Bangs, para muitos o maior crítico musical de todos os tempos que retratou como poucos e efervecência dos anos dourados do rock.
Enquanto isso Almost Famous volta para a prateleira de filmes a serem vistos essa semana.
Detalhe: a trilha do filme de Cameron Crowe tem, como de praxe, vários atrativos. Entre eles a faixa "Every Picture Tells A Story" que fora minha primeira incursão ao universo de Rod Stewart.
*Série televisiva recente que revelou o talento de atores como Topher Grace e Ashton Kutcher.


















